Caiado diz que agora 'todo mundo quer ser agro', mas antes era 'demonizado'
Defensor do agronegócio no país há 40 anos, pré-candidato à Presidência pelo PSD é de uma família de produtores rurais

O pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) afirmou que há 40 anos o agronegócio no Brasil era “demonizado” e atualmente “ele é pop, ele é tech”. A declaração ocorreu durante entrevista ao programa Canal Livre, que vai ao ar neste domingo (31) na Band.
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Caiado é membro de uma família de produtores rurais com forte presença na política de Goiás desde meados do século XIX e um grande defensor do agronegócio.
Jamais neguei minha origem rural. Quando ninguém tinha coragem, porque a agricultura era o patinho feio, era o Caiado que estava aqui defendendo o produtor rural. Eu sempre tive coerência na minha vida, sempre defendi o direito de propriedade, livre iniciativa, economia de mercado. Naquela época, o setor rural e produtor era demonizado. Agora, todo mundo quer ser agro, ele é pop, ele é tech.
Questionado sobre a falta de votos suficientes atraídos pela defesa do agro no país para colocá-lo na Presidência da República, Caiado afirmou que não se deve rotular sua campanha por um segmento do país.
“Não é querer rotular minha campanha de um segmento ou de outro. Você tem que rotular o Brasil todo de alguém que quer livrar o Brasil de facções criminosas”, declarou.
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A bancada desta edição do programa foi composta pelos jornalistas Adriana Araújo, Fernando Mitre e Felipe Vieira, além do cientista político Fernando Schuler. O debate central girou em torno das estratégias de combate às facções criminosas e da necessidade de nacionalizar modelos de gestão prisional e de inteligência que apresentam resultados positivos em nível estadual.
Crime organizado
Caiado também disse que o "governo ajudou a construir o crime organizado no Brasil" ao longo das últimas décadas por omissão e falta de controle rígido.
Na visão do ex-governador goiano, a expansão das facções criminosas no território nacional não ocorreu por acaso, mas sim pela ausência crônica do Estado em setores estratégicos, como as fronteiras e o próprio sistema prisional. Ronaldo Caiado ressalta que o avanço do crime organizado foi facilitado pela falta de uma política federal integrada e de longo prazo.
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Ele avalia que o modelo aplicado em seu estado, focado na disciplina rígida e no bloqueio de transmissões dentro dos presídios, enfraqueceu as estruturas financeiras e de comando das facções na região.
Trajetória política
Caiado foi governador de Goiás entre 2019 e 2026. Foi deputado federal por cinco mandatos, sendo quatro consecutivos, e uma vez senador tendo deixado a vaga parlamentar na metade do mandato de oito anos para assumir a governo estadual.
Em 1989, nas primeiras eleições diretas, Caiado se candidatou ao Palácio do Planalto pelo PSD, um partido político antigo que não tem relação com o atual. Na ocasião, ele teve menos de 1% dos votos e ficou em décimo primeiro lugar entre os mais votados. No segundo turno, ele apoiou o ex-presidente Fernando Collor.
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O político se classifica como “o mais antigo e longívuo adversário do PT” e enfrentou o então sindicalista Lula em 89.
