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Debate na Band: especialista elege o pior momento de Tarcísio e de Haddad

Os dois candidatos se confrontaram nesse domingo no primeiro debate eleitoral da temporada, promovido pela Band

Da redação
DA REDAÇÃO

10/08/2026 • 07:00 • Atualizado em 10/08/2026 • 07:00

O primeiro debate entre os candidatos ao governo de São Paulo em 2026, realizado pela Band neste domingo (9), foi marcado por um alto nível programático, mas não escapou de momentos de tensão e estratégias questionáveis. Em análise no Canal Livre, o cientista político Fernando Schüller apontou o que considerou os pontos baixos das performances de Fernando Haddad (PT) e Tarcísio de Freitas (Republicanos).

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Para Schüller, o pior momento de Tarcísio de Freitas ocorreu durante uma troca de farpas sobre segurança pública. O atual governador do estado mencionou que uma mulher ligada ao tráfico teria estado no palanque de Haddad durante uma visita à Favela do Moinho, na região central da capita paulista.

Schüller classificou a fala como uma "deselegância" e um momento ruim para Tarcísio, ressaltando que a resposta de Haddad --de que não checa quem sobe em seus palanques-- foi pertinente.

Já o ponto negativo de Fernando Haddad, segundo o analista, foi a tentativa de resgatar temas do passado para atacar o grupo político do adversário. Haddad criticou a postura de aliados de Tarcísio, como Eduardo Bolsonaro (PL), em relação à vacinação. Schüller avaliou que trazer de volta uma discussão de anos atrás não foi uma boa estratégia, destoando do tom propositivo que o debate vinha mantendo.

Os dois candidatos são os únicos que, pela lei eleitoral, precisam ser obrigatoriamente convidados para debates. A legislação prevê a obrigatoriedade para candidatos filiados a partidos, federações ou coligações que tenham ao menos cinco representantes no Congresso.

A última pesquisa do governo paulista foi do instituto Quaest, divulgada no dia 29 mostrava Tarcísio de Freitas liderando com 41% das intenções de voto estimuladas para o primeiro turno, deixando Fernando Haddad (PT) na segunda posição com 26%.

Estratégias e "nacionalização"

A bancada de analistas convidados pelo Canal Livre após o debate também observou a dinâmica de tempo e a influência de figuras nacionais. Deisy Cioccari notou que, embora Tarcísio tentasse se descolar sua imagem da de Jair Bolsonaro (PL) em certos momentos, acabou gastando parte considerável de seu tempo elogiando o ex-presidente após ser provocado por Haddad.

Curiosamente, foi o candidato do PT quem introduziu o nome de Bolsonaro no debate, enquanto Tarcísio evitou qualquer alusão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou a outros membros da família Bolsonaro, como Flávio.

Prefácio de 2030?

Apesar dos deslizes pontuais, Schüller e Mitre elogiaram o formato do debate e a preparação dos candidatos, que possuem boa formação acadêmica e perfis programáticos. Para os especialistas, o embate em São Paulo pode ser visto como um "prefácio" do cenário presidencial de daqui a quatro anos, já que Haddad e Tarcísio são vistos como os herdeiros naturais de seus respectivos campos políticos.

O debate foi elogiado por priorizar temas estaduais, como o agronegócio e a economia paulista, apesar de Deisy Cioccari ter pontuado que, em temas específicos como o agro, ambos os candidatos foram evasivos em suas respostas.

Veja debate na íntegra: