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Haddad quer segurança integrada e diz que atual gestão está desorganizada

Pré-candidato ao governo de SP foi sabatinado pela BandNews TV e falou sobre seus planos para o estado

Da redação
DA REDAÇÃO

19/06/2026 • 16:01 • Atualizado em 19/06/2026 • 16:54

Ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT) foi sabatinado pela BandNews TV nesta sexta-feira (19). Na entrevista, ele falou sobre seus planos para a segurança pública do estado, que inclui uma integração maior entre os líderes das forças de segurança, e criticou a atual gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos).

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Hoje, quem está desorganizado é o Estado e isso vai acabar. Nós já temos tecnologia para isso, nós já mapeamos as tecnologias mais avançadas no Brasil e no mundo. Tem muito governo estadual que está muito à frente do Estado de São Paulo. Eu quero fazer disso o objeto principal da nossa atuação, porque nós vamos colher resultados no curto prazo. --Fernando Haddad

O pré-candidato comparou a questão da segurança pública com outros pontos importantes, como educação e saúde, e destacou que a segurança pública tem que entrar no topo das prioridades e sem disputa político-partidária. "Se tiver que fazer convênio com o governo federal, com a Polícia Federal, nós vamos fazer. Se tiver que fazer parceria com o prefeito, independentemente de partido, nós vamos fazer."

Aposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Haddad ganhou notoriedade nacional ao assumir o Ministério da Educação em 2005, durante o primeiro mandato de Lula. Sua gestão à frente da pasta foi marcada pela implementação de políticas de expansão do ensino superior e técnico, com destaque para a criação do Programa Universidade para Todos (Prouni) e a reestruturação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Em 2012, foi eleito prefeito de São Paulo com uma administração focada em políticas de mobilidade urbana, com a ampliação das faixas exclusivas para ônibus e a expansão da rede de ciclovias na capital paulista. Seu governo também enfrentou debates intensos sobre o Plano Diretor Estratégico e a implementação de medidas de redução da velocidade nas vias da cidade.

Após deixar a prefeitura, Haddad, que também tem carreira consolidada como professor universitário na Universidade de São Paulo (USP), permaneceu ativo no cenário político, sendo o candidato do PT à presidência da República nas eleições de 2018 e candidato ao governo do estado de São Paulo em 2022. Com o retorno de Lula à presidência, foi nomeado ministro da Fazenda, cargo que deixou em março deste ano.

Governador da segurança pública

"A gestão do atual secretário de Segurança Pública foi um desastre para a Polícia Militar. Ele desorganizou a hierarquia da Polícia Militar, substituindo a meritocracia por um compadrio de nomear pessoas da turma dele, ao invés de nomear pessoas que os comandantes entendiam como as mais preparadas para assumir cargos de comando. Isso foi uma ruptura com o que existia dentro da corporação.

Também teve um descaso na lei antifacção. O [Guilherme] Derrite, que era o relator, quer punir o crime organizado, mas só o violento, esquecendo que quem abastece a violência é o dinheiro que vem do andar de cima, sabendo que existe uma cadeia de comando, que é para você ganhar dinheiro, lavar dinheiro, todos esses crimes do andar de cima.

E sabotou a PEC da Segurança Pública, que estruturaria o país de A a Z, desde o prefeito até o presidente da República, em torno dessa agenda. Então, eu vou estabelecer um comando único.

Na mesa do governador vai ter assento para o chefe da Polícia Militar, o comandante da Polícia Militar, o delegado-geral da Polícia Civil, a Polícia Federal, COAF, Receita Federal, Ministérios públicos, tanto estadual quanto federal, nós vamos criar um gabinete permanente, presidido pelo governador e com uma rotina de trabalho e prestação de contas periódica.

Então, nós vamos fazer o acompanhamento periódico, explicando para a população o que está acontecendo, como ela pode ajudar, como nós podemos ajudar, entrelaçando, integrando, articulando os órgãos de combate à corrupção, como se fosse um gabinete só, organizando o Estado contra o crime organizado.

Hoje, quem está desorganizado é o Estado e isso vai acabar. Nós já temos tecnologia para isso, nós já mapeamos as tecnologias mais avançadas no Brasil e no mundo. Tem muito governo estadual que está muito à frente do Estado de São Paulo. Eu quero fazer disso o objeto principal da nossa atuação, porque nós vamos colher resultados no curto prazo.

A gente sabe que educação e saúde são coisas de mais longo prazo, de mais fôlego, embora nós estejamos retrocedendo na educação em São Paulo, o que é lamentável e nós vamos reverter isso também, mas a segurança pública tem que entrar no topo das prioridades e sem disputa político-partidária. Se tiver que fazer convênio com o governo federal, com a Polícia Federal, nós vamos fazer. Se tiver que fazer parceria com o prefeito, independentemente de partido, nós vamos fazer. Então, eu vou lançar um plano de segurança pública.

Bolsonaro entrou e saiu, não fez nada, não teve proposta nenhuma no governo federal, não apresentou PEC, não apresentou lei, não apresentou nada. Não fez nada contra o crime de violência. E aqui em São Paulo também não. Infelizmente, fizemos uma má escolha de um secretário totalmente despreparado, que atrapalhou o governo federal, atrapalhou o governo estadual, tanto é que saiu meio chamuscado até dentro do próprio governo, e nós vamos botar ordem nisso e vamos começar a caminhar para frente. Vamos sair da marcha ré e vamos engatar uma primeira aqui."

Maioridade penal aos 16 anos?

"Eu não acho que esse seja o caminho. Eu penso que isso é uma bandeira eleitoreira. Você fala que vai fazer, que vai prender, que vai arrebentar, que vai matar. E, na verdade, entra e sai governador e as coisas continuam como estão.

Você tem, hoje, uma legislação que retira a pessoa que comete um ilícito, inclusive se for menor de idade, ela sofre as consequências da lei, ela não fica solta, ela passa pela Fundação Casa. Isso tem que ser aprimorado, efetivamente tem que ser aprimorado, inclusive a legislação sobre o infrator menor de idade tem que ser aprimorada, mas o caminho, na minha opinião, é essa integração que eu estou falando para vocês.

A integração da Polícia Federal, da Polícia Estadual, Civil e Militar, dos órgãos do Ministério Público ligados ao combate ao crime organizado, da Receita e do COAF. A Receita Federal e o COAF, a Receita Estadual também, têm uma grande importância na fiscalização para suprir os investigadores das informações necessárias para combater o crime. Veja o que aconteceu com a Carbono Oculto.

A Carbono Oculto foi patrocinada, assinada pela Receita Federal, Ministério da Fazenda. Olha o que aconteceu, nós conseguimos quebrar a cadeia de comando toda. Então, se a gente não se articular com inteligência, articulação, coordenação… E autoridade é diferente quando o governador assume a tarefa. E o Tarcísio não assumiu, não assumiu. Você pega a agenda dele, pega a agenda dele de três anos e meio e verifica se aconteceu.

O próprio [Geraldo] Alckmin, vice-presidente, outro dia, conversando comigo, falou que não teve uma reunião de coordenação durante o governo de Tarcísio. Então, só aparece em eleição, já percebeu? Todo esse debate aparece em eleição. O Bolsonaro foi presidente, fez o quê? Por que ele não propôs as coisas? Por que ele não aprovou as coisas? Tinha maioria. Todo o Centrão estava com ele. O Ciro Nogueira estava com ele. O Rueda estava com ele.

O Tarcísio estava lá com ele, por que ele não aprovou a legislação? Porque ele não fez nada pela segurança pública. E aí chega na eleição, impunha uma bandeira eleitoreira para sensibilizar a população. Tem legislação em relação ao menor infrator, ela tem que ser aperfeiçoada? Vamos aperfeiçoar. Mas vamos falar sério, quem está cometendo crime no Brasil é o andar de cima."

Feminicídio

"Nós estamos com vários problemas aqui, né? Estamos com o problema de feminicídio. A falta de inteligência e o excesso de violência não levam a mais segurança. A letalidade policial, por exemplo, dobrou no estado de São Paulo, com o Derrite. E qual a sensação de segurança que você tem hoje? Maior ou menor do que três anos atrás? Muito menor.

Essa questão do feminicídio já era grave quatro anos atrás. Eu perguntei para o Tarcísio: ‘Nós estamos aí nas portas de um aumento da violência contra a mulher, o que você vai fazer?’ E o que ele fez? Absolutamente nada.

O nosso plano tem três itens macro: o primeiro é justamente a integração com o governo federal e governos municipais. Um gabinete integrado para desbaratar e asfixiar o crime organizado a partir de cima. 'Carbono Oculto' é o nosso modelo. É da ‘Carbono Oculto’ que nós vamos tirar a institucionalidade para tornar cooperação regra e não exceção, e asfixiar financeiramente o crime organizado. Repito, o Derrite, como relator, tirou da lei antifacção os crimes de colarinho branco, como se colarinho branco não fosse crime violento.

A violência começa com o crime de colarinho branco. E eles não têm essa compreensão. Então, o [Banco] Master, por exemplo, é um crime violento ou não? Você tomar R$ 70 bilhões, roubar R$ 70 bilhões da sociedade. É um crime de colarinho branco, mas ele é violento ou não? O que ele causou no país de estrago, na minha opinião, tem que ser tratado como organização criminosa, como um crime violento contra a sociedade. E ele retirou isso do PLN.

Então, primeira camada. Segunda camada: território, espaço público. O espaço público tem que voltar a ser público. E nós estamos perdendo a dimensão de que as cidades são lugares para você transitar. As pessoas têm que poder transitar pela cidade com segurança. Isso não está acontecendo. Falta inteligência, falta estratégia de combate ao crime no território.

O último ponto é o que você colocou, que é o crime que acontece em local privado, é dentro da casa da pessoa que acontece o crime. Você não pode confundir esses três crimes, esses três tipos de crime, porque você, com uma estratégia só, você não vai conseguir enfrentar. O crime que acontece no espaço público é de uma natureza. O crime que acontece no espaço privado, dentro da casa, feminicídio em geral, ele acontece dentro.

É um crime que acontece dentro da esfera privada. Pega aquele coronel que matou aquela policial. A jovem foi assassinada cruelmente, friamente, pelo seu companheiro. Aconteceu dentro de casa. Havia amigas, familiares, sabiam que o coronel era uma pessoa violenta, que já havia ameaçado. Qual é a estratégia para impedir que esse crime aconteça?

Com a tecnologia disponível em São Paulo, nós estamos muito aquém de dar a essa mulher condições de proteger a sua própria vida quando ela se sente ameaçada. Então tem uma série de dispositivos, uma série de mecanismos que permite às pessoas pessoas buscarem proteção. A tecnologia é desde você saber onde está o companheiro contra o qual você impôs uma medida protetiva. Onde ele está? Tem mecanismos para isso.

Nós não estamos utilizando a tecnologia para isso. O governo que vai ser apresentado, no capítulo Segurança Pública, vai contar com essas três camadas. O andar de cima, que está fora do nosso alcance, inteligência, cooperação, articulação. Está lá no andar de cima. Andar térreo, espaço público. E o espaço privado, que são os crimes contra criança, contra idoso, contra pessoa com deficiência e contra as mulheres. São pessoas que, dentro do espaço privado, podem estar vulneráveis."

'Privatizar a Sabesp foi péssimo negócio'

"Olha, eu acho que foi um péssimo negócio o Tarcísio privatizar a Sabesp. Eu não privatizaria. A Sabesp era uma empresa em ordem, uma empresa muito bem arrumada, com lucro, investindo. Podia investir mais? Podia investir mais. Não precisava vender a companhia para isso. Vendeu, vendeu mal.

Ele [Tarcísio] fez de tudo para ter um concorrente só [na compra da empresa]. Foi mudando as regras do edital, introduzindo cláusulas no edital para inibir novos concorrentes. Eles foram saindo. Os concorrentes foram saindo, sobrou um, que era o que ele queria.

Eu estou falando que o jornal, eu estou reproduzindo o que jornais disseram: que ele foi introduzindo cláusulas que inibiram a participação. Isso é uma constatação factual. Se isso é crime ou não é outro capítulo. Eu estou falando que foram introduzidas cláusulas que inibiram a participação de pessoas que queriam participar.

Bom, ela [a empresa vencedora] jogou o preço lá embaixo, só estava ela, ela deu o preço que ela quis. O que ele fez, ato contínuo? Deu mais 17% da companhia pelo preço do certame. Se só tem um concorrente, por que você vai vender pelo preço do certame? Porque é uma ação, a ação está em Bolsa. Se em Bolsa estava quase R$ 20 mais cara a ação da Sabesp, vende a preço de mercado. Mas não. Não leiloou, ele [Tarcísio] escolheu para quem vender. Se ele fizesse um leilão ou pulverizasse na bolsa, muito bem. Agora, escolheu para quem vender pelo preço de um concorrente? Sinceramente, não dá.

Além disso, o serviço está piorando. E não sou eu que estou dizendo, é o Procon. O Procon está dizendo que as maiores queixas de consumidores hoje em São Paulo é a Sabesp. A Sabesp está virando uma Enel da água. É isso que está acontecendo com a Sabesp. Terceiro, ele prometeu baixar o preço da água. Todo mundo está filmado. Prometeu baixar o preço da conta de água. Aumentou acima da inflação. Mas e o lucro da Sabesp? A previsão é que triplique, vai de R$ 3 bilhões para R$ 9 bilhões.

Alguém vai chamar isso de bom negócio? Piorou a qualidade, aumentou o preço, aumentou o lucro dos acionistas, vendeu barato. Lá na [rua] 25 de março, onde eu fui criado, atrás de um balcão, esse negócio é para fechar a loja. Não é possível você tratar o patrimônio público dos paulistas dessa maneira. E eu estou falando isso do fundo do meu coração, não estou querendo ofender ninguém, não. Estou falando como paulista.

Agora, Tarcísio assinou um contrato, um aditivo, de R$ 3,7 bilhões para antecipar uma obra do metrô, a linha 6, que já devia ter sido entregue. Estou dando aqui a informação que me passaram. Aconteceu mesmo no Ministério dos Transportes, ele renovou a concessão da malha ferroviária federal, os contratos quase todos tiveram que ser revistos com acompanhamento do Tribunal de Contas da União.

Queremos uma eleição discutindo ideias, mas discutindo também resultado. Qual é o resultado do trabalho de cada um de nós para governarmos o maior estado da federação? O estado de São Paulo está crescendo, cresceu 0,5%, com tudo que a União botou de dinheiro aqui, e não foi pouco. Botamos muito dinheiro aqui. [Jair] Bolsonaro emprestou para [João] Dória R$ 3 bilhões do BNDES. O presidente Lula emprestou R$ 13 bilhões para o Tarcísio. Precisamos de uma gestão mais republicana é possível.

Eu sou de São Paulo, ele não é de São Paulo, está de passagem por São Paulo. Queria concorrer à Presidência da República, eu sou daqui, eu moro aqui, meus filhos estão aqui. Eu quero que isso aqui melhore. Independentemente de resultado eleitoral, quero que isso aqui melhore.

Então, eu quero fazer um debate sério sobre o que está acontecendo com as privatizações, sobre o que está acontecendo com a educação pública, por que o magistério está sendo tratado do jeito que está sendo tratado, por que os policiais militares estão sendo tratados como estão sendo tratados. Eu quero fazer esse debate, com cara limpa, tudo em ordem, sem ofensa."

Pesquisas e Tarcísio

"Quem tem que provar que quer ser governador é ele. Porque ele queria sair para presidente da República. Ele nunca teve residência fixa em São Paulo. Ele é quem tem que mostrar a que veio. Agora, falando sobre pesquisas a essa altura do campeonato é muito relativo, né?

A diferença do primeiro turno, da Paraná Pesquisas, era de 27% 60 dias atrás. Agora é 11%. Eu tenho minhas preferências de instituto de pesquisa. Mas mesmo no caso da Paraná Pesquisa, de 27 para 11, 60 dias, eu acho que é um salto considerável. O nosso tracking, que é diário, dá o mesmo, um percentual melhor ainda do que esse.

Mas, enfim. Vamos jogar a bola, deixar o juiz adaptar o jogo, a gente entra em campo, cada um dá o seu melhor. Não estou subestimando a dificuldade que é o interior de São Paulo. Mas eu quero crer que até para o interior de São Paulo, se quem está me assistindo se perguntar o que o governo de estado fez pela sua cidade, acho que essa pessoa deveria repensar o voto, se estiver pensando em votar no Tarcísio.

O interior de São Paulo não tem obra do governo de estado. O SUS paulista, que ele bate no peito, é 60% de verba federal. Tem muito mais obra federal no interior de São Paulo do que do governo atual. Nós não fazemos política partidária para distribuir verba para obras. Não perguntamos de que partido o prefeito é. A gente quer saber se aquela obra é necessária. Não é como no governo de Estado que você quer saber se o cara mudou de partido, se ele foi para o partido da base aliada. Nós não fazemos isso."

Jaques Wagner e banco Master

"Eu e a liderança do presidente Lula vemos a situação com muito otimismo. O presidente Lula, desde o começo de toda essa história, chamou o Ministério Público, ministros do Supremo, delegado-geral da Polícia Federal, Banco Central, o Ministério da Fazenda falou.

Eu quero tudo a limpo, doa quem doer,. Pode ser parente, pode ser ministro, pode ser oposição, pode ser quem for, não interessa, eu quero essa história a limpo, porque nós estamos diante da maior fraude bancária da história do Brasil, que começou no Banco Central do Bolsonaro, autorizando o Banco Master a funcionar, em 2019, o que terminou só quando o presidente do Banco Central atual, indicado pelo presidente Lula, liquidou o banco e a Polícia Federal mandou prender.

Durante todo o governo Bolsonaro, toda a gestão do presidente do governo Bolsonaro no Banco Central, o Banco Master fez e desfez. Dado o volume de fraude, ele envolveu muita gente. Se a Polícia Federal, totalmente autônoma, com mandato para fazer, se acha que tem dúvida em relação a quem quer que seja, está no papel dela investigar, e o próprio senador Jaques Wagner falou isso. Se a Polícia Federal tem dúvida, o ministro do Supremo fez o correto de apurar.

Isso vale para o Flávio Bolsonaro, que pediu R$ 134 milhões para fazer um filme B sobre o pai, que deve custar 10% disso, fora todos aqueles episódios que infelizmente foram trancados pela justiça de investigação das rachadinhas, dos 50 imóveis pagos em dinheiro vivo, da mansão que ele comprou em Brasília. Isso tudo está parado, mas o dinheiro do filme tem que ser explicado.

Isso vale para o Ciro Nogueira, isso vale para quem for, todo mundo que tiver alguma dúvida, qualquer que seja, por mais tênue que seja, por menor que seja o valor, do meu ponto de vista. É bom para os investigados terem o direito de se explicar. Então, para mim, é tranquilo. O senador Jacques, no mesmo dia, deu uma entrevista para vocês. Acho que é correto fazer isso.

Como cidadão, eu fico tranquilo de ter um presidente da República que, ao contrário do Bolsonaro, não trocou superintendente da Polícia Federal, não trocou delegado-geral da Polícia Federal, não trocou ministro da Justiça para proteger o filho, como fez o Bolsonaro. O Moro foi demitido quando resolveu investigar o Flávio. Isso não vai acontecer no governo do presidente Lula, porque ele não está afim de proteger ninguém, quem quer que seja."