Band Eleições

Fernando Mitre analisa que 'centro é sensível a Tarcísio e Haddad'

No Band Eleições, comentarista destaca que ambos os candidatos, apesar de seus espectros ideológicos, olham para o centro com facilidade em busca de apoio político

Da redação
DA REDAÇÃO

11/08/2026 • 09:00 • Atualizado em 11/08/2026 • 12:38

A estratégia para construir alianças e atrair correntes políticas centristas foi tema de uma das análises realizadas pela bancada do programa Band Eleições nesta segunda-feira (11). Para o jornalista Fernando Mitre, o cenário atual em São Paulo mostra que tanto Tarcísio de Freitas (Republicanos) quanto Fernando Haddad (PT) têm afinidade com o centro e conseguem dialogar com este campo para viabilizar seus projetos, superando as barreiras ideológicas de seus respectivos grupos.

Compartilhar

Segundo Mitre, a movimentação política de ambos reflete a percepção de que o centro é um terreno decisivo, capaz de atrair apoios partidários e correntes que dão governabilidade e capilaridade à disputa.

"O Tarcísio, no mundo da direita, é um personagem político que olha para o centro. Ele olha para o centro com uma certa facilidade. A mesma coisa é o Haddad, no mundo da esquerda, também olha para o centro", observou o comentarista.

A busca pelo diálogo estratégico

O debate no programa indicou que, embora Tarcísio e Haddad venham de campos opostos — sendo Tarcísio o nome mais próximo ao bolsonarismo e Haddad ligado ao PT —, a busca por um diálogo com partidos e correntes de centro é uma constante na busca pela vitória no maior colégio eleitoral do país.

Para a bancada, o "centro" funciona como um espaço de confluência onde os dois candidatos buscam ampliar o arco de alianças. A capacidade de conversar com siglas que não compõem a base tradicional de seus partidos é, na visão dos especialistas, um diferencial competitivo importante, funcionando como um termômetro da viabilidade eleitoral e da futura capacidade de articulação administrativa de cada um.

O Band Eleições segue acompanhando a movimentação dos partidos, o rearranjo das correntes políticas e como o jogo de alianças no centro deve ditar o ritmo das campanhas até o dia do pleito.