Flávio Bolsonaro diz que Lula deve resolver tarifas e se põe a disposição

Pré-candidato à Presidência pelo PL diz ter encaminhado carta para governo Trump pedindo pelo fim de tarifas

Da redação

Por Da redação

Flávio Bolsonaro (PL) criticou, nesta terça-feira (2), a relação que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem mantido com o governo dos Estados Unidos e o culpou pela decisão do país de Donald Trump de impor tarifas a produtos brasileiros. "Eu ainda não sou o presidente do Brasil. É obrigação do Lula ir lá e resolver", afirmou em suas redes sociais. 

Segundo Flávio, as possíveis tarifas são reflexo direto de uma condução de política externa que ele considera agressiva por parte de Lula. Bolsonaro destacou que o discurso do atual governo e a defesa do dólar deixar de ser a moeda padrão nas relações internacionais teriam contribuído para o cenário de instabilidade, que agora “ameaça sufocar os empreendedores brasileiros”. 

A realidade é que essa tarifa é do Lula, pelo seu tom agressivo com os Estados Unidos, pelo seu discurso antiamericano, por defender que o dólar deixe de ser moeda padrão nas relações internacionais. E outra coisa, ninguém acredita mais no Lula. Ele faz uma reunião com o Trump, faz os compromissos e não cumpre. Foi assim com relação a apertar o cerco contra o PCC e o CV. O Lula prometeu combater e não cumpriu. Aí eu, que nem sou presidente da República ainda, tenho que ir lá e resolver. --Flávio Bolsonaro

O pré-candidato afirma ainda que estudos técnicos realizados pelos EUA —conhecidos como "Sessão 301"— que investigam práticas comerciais de diversos países, incluindo o Brasil, iniciaram-se em 2025, muito antes de sua recente visita aos EUA, que aconteceu na semana passada. Foi com base nessa apuração que o país propôs novo tarifaço de 25%. 

A afirmação de Flávio acontece após Lula acusá-lo de ser responsável pelas tarifas. “Estamos lidando com a pior espécie de ser humano que esse país já produziu. Eu já fiz muita campanha política, já enfrentei muita gente de direita, do centro, mas nunca esse país teve a sordidez política que a gente tem com essa família metralha que assumiu o governo de 2018 a 2022”. 

Esses filhos de [Jair] Bolsonaro conseguem ser pior do que ele e são, na verdade, vendilhões da pátria. Foram pedir para que um país estrangeiro se intrometesse nas decisões brasileiras. É isso que vocês têm que dizer, alto e bom som: são traidores (...). O que merece os traidores da pátria que vão pedir intervenção de um país no nosso país? --Lula 

Em resposta, Flávio afirmou, em suas redes sociais, que pediu diretamente a Trump que não impusesse tarifas a produtos brasileiros e completou que vai mandar uma carta (veja abaixo) ao presidente norte-americano com pedido para reconsiderar. Em tom de provocação, ele ainda se colocou à disposição para ajudar o governo brasileiro a negociar com a gestão atual dos EUA. 

Os empreendedores brasileiros já estão sufocados com tanto imposto, burocracia, perseguição, estão até saindo do Brasil. Então eu expliquei que não seria justo taxá-los ainda mais. Eu reforcei que os Estados Unidos não precisariam mais usar a política de tarifas para negociar com o Brasil, porque a partir de janeiro de 2027 o Brasil terá um presidente da república que vai sentar para negociar de igual para igual. --Flávio Bolsonaro

PCC e Comando Vermelho

Além da questão comercial, Flávio Bolsonaro reforçou sua pauta de segurança pública, defendendo que, a partir de 2027, o Brasil deve mudar radicalmente seu posicionamento internacional. Ele reiterou que a proposta de seu governo é integrar o chamado "Escudo das Américas", uma parceria entre praticamente todos os países do continente para um combate robusto e efetivo ao crime organizado e às facções terroristas.

O pré-candidato criticou o que chamou de "vergonha" na atuação do atual governo em relação a compromissos firmados. Ele alegou que Lula prometeu apertar o cerco contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), mas não teria cumprido as promessas, o que exigiu que ele, mesmo não ocupando a presidência, fosse aos EUA para buscar soluções.

Em dois dias como pré-candidato à Presidência do Brasil, já fizemos mais pela segurança pública do povo brasileiro do que Lula e o PT em 20 anos. PCC e Comando Vermelho, classificados como grupos terroristas pelo governo dos Estados Unidos. --Flávio Bolsonaro 

Flávio Bolsonaro afirmou que “esses terroristas que sequestraram mais de 50 milhões de brasileiro em áreas que são dominadas por eles” e completou que, se eleito “vai libertar essas pessoas e devolver a soberania a elas. Ao contrário do Lula, que foi de joelhos até o Trump, fazer lobby a favor de PCC e CV… Uma vergonha!”. 

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