Band Eleições

Flávio Bolsonaro promete fim da reeleição e suspensão da reforma tributária

Pré-candidato à Presidência afirmou que esses dois pontos serão prioritários caso seja eleito

Da redação
DA REDAÇÃO

15/06/2026 • 14:32 • Atualizado em 15/06/2026 • 14:32

Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro

REUTERS/Adriano Machado

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), anunciou nesta segunda-feira (15) que suas primeiras medidas, caso eleito, serão instituir o fim da reeleição e suspender o andamento da atual reforma tributária.

Compartilhar

As declarações foram feitas durante evento promovido pela revista Veja, em São Paulo.

Autor de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a possibilidade de reeleição para o cargo de presidente, Flávio argumenta que a mudança tem o objetivo de garantir maior independência decisória ao chefe do Executivo.

Em relação à reforma tributária, o senador defende o adiamento das discussões por um ano. Segundo ele, esse tempo extra é necessário para ampliar o debate democrático e facilitar a implementação de outras reformas econômicas estruturantes.

A pauta fiscal dominou o discurso do pré-candidato, que cobrou um controle mais rigoroso das contas públicas e maior eficiência na gestão dos investimentos estatais. Na visão do senador, essas ações são fundamentais para conter a inflação, forçar a queda da taxa de juros e preservar o poder de compra da população brasileira.

O Brasil precisa tomar um choque de gestão e modernização. Para isso, vou enxugar drasticamente as despesas. --Flávio Bolsonaro

O pré-candidato também fez duras críticas ao atual ambiente de negócios nacional. Ele destacou que cerca de 20 milhões de micro e pequenas empresas sofrem atualmente com o peso da taxa de juros brasileira, apontada por ele como a segunda maior do mundo, atrás apenas da Rússia --país que se encontra em guerra.

Vai ter que sobrar para um governo de direita arrumar a casa e resolver a insegurança jurídica no país, que afasta investimentos. --Flávio Bolsonaro

No campo da administração pública, o senador se mostrou favorável às privatizações quando julgadas necessárias. Como exemplo prático de sua visão, citou a estatal Correios, afirmando que, apesar de ser uma empresa que atua com monopólio, "o PT conseguiu quebrar".