
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), participaram juntos nesta segunda-feira, 27, da Agrishow, evento que reúne produtores rurais em Ribeirão Preto (SP).
No encontro, Flávio elogiou o aliado, fez acenos ao agronegócio e ao MDB, e anunciou uma série de viagens conjuntas pelo Estado em maio.
Dirigindo-se a Tarcísio, presente na plateia, o senador afirmou torcer para que o governador paulista chegue à Presidência da República.
"Eu não teria alguém melhor aqui em São Paulo para caminhar ao lado, o Tarcísio. Uma pessoa que tem, sim, plena capacidade de ser presidente deste Brasil. E, se Deus quiser, ainda vai ser um dia, Tarcísio, porque o Brasil merece uma pessoa como você comandando também este país", declarou.
Tarcísio retribuiu o gesto e anunciou uma agenda conjunta com o senador para o próximo mês, com paradas previstas em Campinas, Sorocaba e Presidente Prudente.
"Vamos ter uma série de agendas em conjunto. A gente vai ter um monte de eventos juntos para mostrar que o Brasil tem jeito e tem um grande projeto; e esse projeto é com o Flávio Bolsonaro", disse o governador.
Ele também afirmou que, se eleito, Flávio promoverá desoneração e eliminação de burocracia para a economia. Os dois passearam pela feira, tiraram fotos com apoiadores e comeram espetinho de carne.
O gesto ocorre em um momento em que aliados do "zero um" criticam um apoio considerado tímido de Tarcísio à candidatura, além de resistência do setor do agronegócio em encampar o senador.
Aceno ao MDB
Flávio direcionou elogios a Baleia Rossi, presidente do MDB, que estava na plateia. "Tenho certeza que o MDB está muito mais perto de cá do que de lá. Já foi assim com o prefeito Ricardo Nunes, está sendo assim agora com o Felício Ramuth, excelentes quadros no partido e tenho a convicção de que nós vamos fazer muito pelo nosso País juntos", disse.
A declaração vem em um momento em que o senador tenta atrair partidos de centro para sua campanha. O MDB, porém, tem a tradição de liberar seus diretórios estaduais no pleito presidencial.
Flávio também mencionou o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado (PL), e o deputado federal Guilherme Derrite (PP) entre os nomes que, segundo ele, "vão fazer muito pelo Brasil". A menção a Prado ocorre enquanto o PL discute pré-candidatos ao Senado pelo Estado.
Críticas ao governo Lula
O senador reafirmou que não esperava concorrer à Presidência – papel que, segundo ele, deveria ser de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) – e aproveitou o espaço para atacar as políticas do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao setor rural.
"Vocês sabem que o agro está no coração, está aqui na pele da nossa família. A admiração e o respeito que sempre tivemos por esse setor que é tão importante e que, infelizmente, meu amigo Tarcísio, é tratado como lixo pelo atual governo", afirmou.
Flávio criticou ainda o volume de recursos repassados pelo governo ao Moviagrícola. "Onde é que você viu um financiamento agora de R$ 10 bilhões para comprar maquinário só? Ele não entende que é um setor que está altamente endividado. Produtores rurais que sofreram com seca, sofreram com enchente, não têm capacidade de se endividar mais, precisam de linha de crédito para o fluxo de caixa", disse.
O senador afirmou que Lula "vai ficar irrelevante" a partir de 2027.
