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Haddad relata abordagem ‘ostensiva’ da PM a motorista e aciona Tarcísio

Segundo o ex-ministro da Fazenda e candidato ao governo de SP, seu motorista foi acompanhado após deixá-lo em casa na noite desta terça-feira (11)

Da redação
DA REDAÇÃO

12/08/2026 • 15:58 • Atualizado em 12/08/2026 • 19:15

Fernando Haddad no Debate na Band

Fernando Haddad no Debate na Band

Renato Pizzutto/Band

O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, relatou nesta quarta-feira (12) uma abordagem policial “ostensiva” e “estranha” ao motorista que o levava para casa. Segundo ele, o caso aconteceu na noite desta terça-feira (11).

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“Estava chegando na minha casa depois de um evento e o meu carro foi abordado por uma viatura da Polícia Militar, de uma forma um pouco ostensiva, mas rápida. Entrei em casa e achei o episódio relativamente normal. Mas o meu carro, depois que me deixou em casa, foi acompanhado por essa viatura da polícia durante muito tempo e de uma forma um pouco ostensiva e intimidadora”, disse Haddad.

“Eu não sei o que aconteceu, quero crer que possa ter havido alguma confusão, mas o meu motorista ficou muito assustado com a maneira como isso aconteceu. Então, nós estamos levando essas informações para o governo do estado, primeiro para informar sobre o episódio, esperando que ele se esclareça, e também para resguardar a segurança das pessoas que me acompanham e a minha própria segurança”, completou.

Ao ser questionado sobre como foi a abordagem ostensiva, Haddad destacou: “Quando você emparelha o carro, quando você chega muito perto... Você está com o carro, chega muito perto atrás, e, quando você estaciona, a pessoa estaciona também.”

“O meu motorista foi acompanhado de uma forma estranha. Uma pessoa que me deixou em casa foi acompanhada de uma forma estranha, um pouco ostensiva: você emparelhar o carro, colar no para-choque traseiro, acompanhar, estacionar... Ele quis saber o que poderia fazer, então entrou no estacionamento de um hotel para buscar saber o que estava acontecendo.”

Segundo Fernando Haddad, o motorista estava muito abalado e que havia ligado para uma advogado, que orientou que “ele deveria fazer uma descrição dos fatos para que ele levasse ao conhecimento do governo do estado”.

Os policiais, conforme relato de Fernando Haddad, portavam três fuzis, mas os agentes não saíram da viatura para solicitar documentos, por exemplo.

“Uma coisa é você pedir para o cara parar. Você pede para parar, normal. A pessoa para, tem que sair, mostrar o documento. Isso é uma abordagem, uma blitz, é normal acontecer. Mas não foi isso, foi uma coisa diferente. Você emparelhar o carro, você ficar colado no carro... Você estacionar e não sair dali para pedir documento, para se apresentar... Não foi normal”, afirmou.