Marina Silva defende segurança pública nacionalizada e política transversal

Pré-candidata ao Senado por SP, ex-ministra criticou atual gestão de Tarcísio de Freitas

Da redação

Por Da redação

Pré-candidata ao Senado por São Paulo, Marina Silva (Rede) defendeu uma abordagem estratégica e transversal para o enfrentamento da crise de Segurança Pública no estado. Durante sabatina na BandNews TV, a ex-ministra criticou a gestão atual do governo paulista, apontando falhas na combinação de ações policiais com políticas sociais voltadas a populações vulneráveis.

Segundo Marina, a avaliação da segurança pública em São Paulo não pode ser seletiva. Ela questionou a narrativa de que o setor caminha bem apenas por haver uma diminuição em indicadores de crimes contra o patrimônio, enquanto, simultaneamente, crescem os índices de violência contra as mulheres, como feminicídios e estupros de vulneráveis.

Para a pré-candidata, o conceito de segurança vai além do trabalho policial. Marina Silva ressaltou que a estratégia deve integrar o treinamento e a formação continuada das forças de segurança com a garantia de direitos básicos para o cidadão. 

Segurança é ter uma polícia bem treinada, com formação continuada equipada com todos os meios necessários, mas é também prover transporte de qualidade, iluminação na rua, segurança para a mulher que vai trabalhar e tem que passar num beco escuro. --Marina Silva

A pré-candidata destacou ainda a realidade da juventude periférica, que frequentemente é abordada com violência apenas em função da cor da pele ou da vestimenta, reforçando a urgência de uma política que viabilize melhores condições de vida para quem mais sofre com a falta de segurança.

Marina Silva recordou que, desde sua candidatura à Presidência da República em 2010, defende a nacionalização do debate sobre Segurança Pública, uma pauta que, segundo ela, foi evitada pela maioria dos candidatos ao longo dos últimos anos.

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