Mesmo inelegível, Pablo Marçal registra candidatura à Presidência pelo PRTB
Influenciador voltou à legenda após obter liminar que reconheceu filiação retroativa; condenação eleitoral ainda pode barrar candidatura

O empresário e influenciador Pablo Marçal registrou neste sábado (15), a 20 minutos do fim do prazo para os registros, a candidatura à Presidência da República pelo PRTB. A entrada de Marçal na corrida presidencial ocorre, porém, enquanto ele ainda está inelegível por decisão da Justiça Eleitoral de São Paulo e tenta reverter a condenação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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Marçal recebeu condenações à inelegibilidade relacionadas à campanha para a Prefeitura de São Paulo em 2024. Em um dos processos, o TRE-SP aceitou recurso do influenciador e afastou a inelegibilidade.
Em outro caso, porém, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo manteve, em dezembro de 2025, a inelegibilidade por oito anos por uso indevido dos meios de comunicação social. O processo envolve o chamado "concurso de cortes", em que apoiadores eram incentivados a editar e divulgar vídeos do então candidato nas redes sociais em troca de premiações.
Na mesma decisão, o TRE-SP manteve multa de R$ 420 mil por descumprimento de ordem judicial, mas afastou as condenações por abuso de poder econômico e captação e gastos ilícitos de recursos.
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A defesa de Marçal recorreu ao TSE. Dessa forma, o registro apresentado pelo PRTB ainda terá de passar pela análise da Justiça Eleitoral. A apresentação do pedido de candidatura não significa que o influenciador esteja autorizado a concorrer à Presidência.
Em março deste ano, Marçal sofreu outro revés no TSE, mas sem relação direta com a inelegibilidade. A Corte manteve multa de R$ 15 mil contra o influenciador por propaganda eleitoral abusiva. O processo tratava de ataques feitos contra Ricardo Nunes (MDB) durante a campanha à Prefeitura de São Paulo em 2024.
Reviravolta partidária
A candidatura de Marçal também chama a atenção por conta do partido em que concorre. O influenciador havia deixado o PRTB, partido pelo qual disputou a Prefeitura de São Paulo em 2024, e se filiado ao União Brasil em março deste ano.
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Na nova legenda, chegou a ser cotado para disputar uma vaga no Senado ou na Câmara dos Deputados por São Paulo, caso recuperasse a elegibilidade.
Durante o ato de filiação, Marçal pediu desculpas ao prefeito Ricardo Nunes e ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) pelos embates ocorridos na eleição municipal. Também afirmou que trabalharia para que o União Brasil apoiasse Flávio Bolsonaro (PL) na corrida ao Palácio do Planalto.
Meses depois, Marçal decidiu voltar ao PRTB para concorrer à Presidência. Havia, porém, um problema: a legislação exige que o candidato esteja filiado a um partido pelo menos seis meses antes do primeiro turno.
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Marçal recorreu à Justiça Eleitoral e obteve neste sábado uma liminar que determinou a regularização provisória da filiação ao PRTB com efeitos retroativos a 4 de abril de 2026, data que corresponde justamente ao prazo mínimo de filiação para quem pretende disputar as eleições deste ano. A decisão permitiu que o partido apresentasse seu nome para a corrida presidencial.
Marçal tenta chegar pela segunda vez a uma disputa pelo Palácio do Planalto. Em 2022, ele chegou a ser lançado pelo PROS, mas a candidatura não avançou após uma disputa interna na legenda.
Dois anos depois, disputou a Prefeitura de São Paulo pelo PRTB e terminou em terceiro lugar, com 1.719.274 votos, ou 28,14% dos votos válidos, atrás de Ricardo Nunes e Guilherme Boulos (PSOL).
