
Flávio Bolsonaro é oficializado candidato à Presidência pelo PL
Aloisio Mauricio/Fotoarena/Estadão Conteúdo
A desistência do Progressistas (PP) em apoiar a indicação da senadora Tereza Cristina para integrar a chapa de Flávio Bolsonaro fez o Partido Liberal (PL) reformular a estratégia para as eleições. O partido agora concentra esforços em duas frentes para definir a vaga de vice.
A prioridade da legenda é avançar nas tratativas com o Republicanos. O presidente nacional da sigla, Marcos Pereira, abriu consultas aos diretórios estaduais sobre a possibilidade de compor a aliança.
Para viabilizar a união, a negociação prevê a retirada de candidatos do PL em favor de nomes do Republicanos em estados com forte competitividade, como São Paulo, Sergipe, Acre e Rio de Janeiro. O governador paulista Tarcísio de Freitas aderiu às conversas e apoia a articulação.

Alternativa de chapa pura
Como segunda opção, o PL avalia o lançamento de uma chapa ‘puro-sangue’ para a disputa. Membros da legenda apontam esse formato como um "último caso". A avaliação interna é de que o próprio Flávio Bolsonaro insiste na construção de uma aliança e prefere contar com o apoio formal de outro partido na disputa eleitoral.
Impasse sobre o nome do vice
Embora as tratativas partidárias avancem, há divergências sobre o nome a ocupar a vaga. Flávio Bolsonaro manifestou preferência pela economista Daniella Marques, ex-presidente da Caixa e que é filiada ao Republicanos.
Entretanto, a indicação enfrenta resistência interna na própria legenda. Lideranças do partido avaliam que Daniella "não representa a bancada" e "não tem vivência partidária", o que impõe obstáculo para a confirmação de seu nome.
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