Projeção aponta PL como maior bancada do Senado e domínio União-PP na Câmara
Além de presidente e governador, as urnas vão definir neste domingo (4) quem passará a ocupar o Congresso Nacional. A escolha dos parlamentares será decisiva
Além de presidente e governador, as urnas vão definir neste domingo (4) quem passará a ocupar o Congresso Nacional. A escolha dos parlamentares será decisiva para dar o tom e o rumo das votações nos próximos anos.
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Além de escolher presidente e quem vai governar os estados, quem for às urnas também vai ajudar a definir a cara do novo Senado Federal e da Câmara dos Deputados. Essa composição é crucial para determinar o rumo de assuntos decisivos para o país.
No Senado, a eleição renova dois terços de sua composição, colocando 54 das 81 cadeiras em disputa — todas referentes aos mandatos eleitos em 2018. Desse total de parlamentares, 32 buscam a reeleição.
PL e União devem ficar com maioria das cadeiras
Um levantamento do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) indica que o PL deve liderar a expansão na Casa, podendo chegar a 24 senadores e se consolidar como a maior bancada. O PT busca conter o avanço da oposição com alianças e pode manter a segunda maior bancada, com um número entre 6 e 11 cadeiras.
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O União Brasil tende a apresentar o maior crescimento proporcional, com expectativa de saltar de três para até nove senadores. Em contraste, o PSD deve sofrer a maior queda, com perda de oito assentos, enquanto o PSDB tende a perder quatro cadeiras e zerar sua bancada.
Centrão pode se fortalecer na Câmara
Já na Câmara dos Deputados, as projeções indicam um fortalecimento significativo das bancadas ligadas ao Centrão. O Diap aponta que a federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, tem o maior potencial de expansão. Hoje, a federação conta com 98 deputados, mas a projeção média é de 107 cadeiras, podendo chegar a 121. Ainda que tenha se mantido neutra na disputa presidencial, a federação preserva fortes ligações com o bolsonarismo nos estados.
Nova composição pode definir novos rumos do STF
A formação das bancadas no Congresso ganha ainda mais importância porque, na próxima legislatura, os parlamentares devem se debruçar sobre os limites de atuação e as atribuições entre os Poderes Executivo, Legislativo e, principalmente, o Judiciário.
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De um lado, a oposição defende a abertura de processos de impeachment no Senado contra ministros do Supremo Tribunal Federal, além de uma discussão ampla sobre o formato de indicação e o tempo de permanência no STF.
Do outro, a crise institucional fez com que a própria base do governo Lula passasse a discutir uma reforma do Judiciário, com foco em mandatos por tempo determinado e idade mínima para a indicação ao Supremo.
