2026
Canal Livre

Schüler: Se Flávio pedir anulação da eleição no STF, 'não tem chance de prosperar'

Cientista político analisa discursos pós-apuração e avalia que país encerra o pleito mantendo forte polarização

2 min

25/10/2026 23:43 • Atualizado há 1 hora

A eventual intenção do senador Flávio Bolsonaro (PL) de recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar o resultado das eleições presidenciais de 2026, concluídas neste domingo (25), não encontrará respaldo jurídico favorável. A avaliação foi feita pelo cientista político Fernando Schüler durante o programa Canal Livre, exibido pela Band logo após o encerramento do segundo turno.

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"O Flávio tá dizendo que vai recorrer ao Supremo e obviamente vai perder. Não tem nenhuma chance jurídica disso prosperar", ponderou Schüler, destacando que a sinalização serve mais como uma estratégia política para dar o tom da oposição durante o próximo mandato do que como uma contestação com viabilidade prática.

Discursos e divisão mantida

Durante o programa, os comentaristas analisaram a postura do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do candidato derrotado após a proclamação das urnas. Schüler pontuou que, em vez de acenos de pacificação irrestrita, o país viu pronunciamentos firmes de ambos os lados.

Na análise do especialista, o presidente reeleito indicou uma estratégia focada em comunicação direta com sua base de apoiadores — em formato digital e sem intermediários —, mantendo a retórica de enfrentamento a adversários políticos. Por outro lado, ao contestar o pleito, a oposição sinaliza uma postura de confronto contínuo ao longo do próximo ciclo de governo.

Decisões judiciais e o pós-eleição

A bancada também debateu as decisões proferidas no dia da votação por ministros do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral, como as decisões de Nunes Marques e Cristiano Zanin, que prorrogaram o horário e a dinâmica de apuração de urnas. Ambos atendiam a pedidos das chapas dos dois candidatos para estender a votação até às 19h.

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Apesar do clima de divergência institucional que marcou as horas finais da apuração, os analistas ressaltaram que o país encerra o processo eleitoral em um quadro de acentuada divisão e sem diálogo formal restabelecido imediatamente entre os grupos políticos.