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Schüler elege piores momentos de Haddad e Tarcísio em 1º debate

No programa Canal Livre, cientista político analisou trocas de farpas, estratégias de tempo e os tropeços dos candidatos ao Governo de SP no domingo (9)

Da redação
DA REDAÇÃO

10/08/2026 • 07:00 • Atualizado em 10/08/2026 • 07:00

Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad durante o debate ao governo de SP

Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad durante o debate ao governo de SP

Renato Pizzutto/Band

Durante o programa Canal Livre, exibido neste domingo (9) logo após o primeiro debate entre os candidatos ao Governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT) e Tarcísio de Freitas (Republicanos), o cientista político Fernando Schüler analisou as estratégias e os pontos fracos dos oponentes. No confronto, que teve pautas econômicas como protagonistas, o especialista destacou trocas de acusações e equívocos cometidos por ambos os lados no confronto direto.

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Durante a análise com a bancada formada pelos jornalistas Rodolfo Schneider, Fernando Mitre e Deysi Cioccari, Schüler pontuou que, para garantir o equilíbrio do debate, era preciso destacar os momentos em que cada candidato deslizou.

Estratégias e gestão de tempo

"O momento ruim do Tarcísio foi a alusão ao 'traficante no palanque'. O Haddad teve razão, isso é uma deselegância", afirmou Schüler. Do outro lado, o cientista político criticou a insistência do candidato petista em pautas do passado: "O momento ruim do Haddad foi dizer 'o teu grupo político está fazendo campanha contra a vacina', voltando a uma discussão de anos atrás."

A dinâmica de controle do tempo e as táticas de fuga também entraram na pauta do programa. Deysi ressaltou que Tarcísio usou parte do seu tempo para elogiar o ex-presidente Jair Bolsonaro, enquanto Haddad buscou introduzir a imagem do padrinho político do adversário na discussão.

Para Schüler, o uso contínuo de esquivas pode comprometer o nível do confronto. "A técnica de marketing diz: não responde, desvia e ataca. Mas se você fizer isso o tempo inteiro, não tem debate", ponderou.

O jornalista Fernando Mitre complementou a análise sobre os "truques" de palco adotados pelos candidatos, como a tática de fazer uma crítica pesada seguida por uma pergunta sobre outro tema, deixando o oponente sem saber se rebatia a provocação ou se respondia ao novo questionamento.

Rodolfo Schneider também lembrou da ocasião em que Haddad evitou responder diretamente sobre os episódios da Operação Lava Jato provocados por Tarcísio.

Apesar das farpas pontuais e das táticas evasivas, Schüler concluiu que os deslizes foram pontuais e não tiraram o caráter construtivo do encontro: "Fora esses pequenos momentos, foi um debate programático."