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2026

Sem reeleição e primeiro-ministro: o formato de governo de presidenciáveis

Nas eleições presidenciais de 2026, Augusto Cury (Avante), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU), Rui Costa Pimenta (PCO), Ronaldo Caiado (PSD), Flávio

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22/09/2026 09:00 • Atualizado há 33 dias

Sem reeleição e primeiro-ministro: o formato de governo de presidenciáveis

Nas eleições presidenciais de 2026, Augusto Cury (Avante), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU), Rui Costa Pimenta (PCO), Ronaldo Caiado (PSD), Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) apresentam propostas diferentes para o formato de governo e a participação da sociedade no Estado brasileiro.

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A divisão de poder e a criação de um primeiro-ministro

Para alterar o regime de governabilidade, Augusto Cury defende substituir o presidencialismo atual por um modelo de semipresidencialismo, em que o poder Executivo é compartilhado entre o Presidente da República e um Primeiro-Ministro.

Nesse arranjo, o presidente continua a ser a autoridade máxima do Estado, responsável por funções estratégicas definidas na Constituição, enquanto o primeiro-ministro assume a gestão cotidiana da administração federal.

O primeiro-ministro, segundo a proposta, seria escolhido a partir da maioria parlamentar e precisaria ter formação sólida em gestão pública, além de manter permanente confiança da maioria dos deputados para seguir no cargo.

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Caso perca condições políticas ou administrativas de governabilidade, esse chefe de governo poderia ser substituído por mecanismos constitucionais previamente estabelecidos, o que, na avaliação de Cury, ajudaria a evitar crises prolongadas e de difícil solução institucional.

O modelo de Conselhos Populares e Câmara Única

No campo da esquerda socialista, as plataformas de Edmilson Costa, Hertz Dias e Rui Costa Pimenta sugerem uma reestruturação profunda ou mesmo a superação da ordem representativa clássica vigente no país.

Edmilson Costa, do PCB, propõe a construção do chamado Poder Popular, que inclui a extinção do Senado Federal e a criação de um Parlamento unicameral originado em uma Constituinte de novo tipo, com metade dos membros eleita por organizações populares e metade por voto universal.

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Como eixo permanente de democracia direta, o programa prevê conselhos populares eleitos nos locais de trabalho, moradia e estudo, além de referendos revogatórios que permitam cassar mandatos do Executivo após um ano e do Legislativo após seis meses, mediante apoio mínimo de 1% do eleitorado.

Já Hertz Dias, do PSTU, defende um Estado operário revolucionário, em que trabalhadores e povos originários organizados em assembleias, conselhos e comitês de autodefesa governam diretamente a sociedade.

Em linha semelhante, Rui Costa Pimenta, do PCO, propõe um governo de organizações operárias e camponesas, com medidas como controle dos trabalhadores sobre fundos de previdência, estatização de meios de comunicação sob gestão operária e eleição de juízes e procuradores pelo voto popular, com mandatos revogáveis e sem a atual estrutura do Supremo Tribunal Federal.

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O fim da reeleição e participação social

Entre candidatos de centro-direita e direita, as propostas se concentram em mudanças internas no presidencialismo tradicional, como o fim da reeleição consecutiva para cargos do Poder Executivo, defendido por Ronaldo Caiado, do PSD, e Flávio Bolsonaro, do PL.

Caiado afirma que a possibilidade de reeleição subordina decisões administrativas ao calendário eleitoral, estimula o uso político da máquina pública e favorece medidas de curto prazo em detrimento de planejamentos de longo alcance, motivo pelo qual pretende apresentar uma proposta de emenda à Constituição para eliminar a reeleição já a partir do mandato iniciado em 2027.

Flávio Bolsonaro compartilha esse diagnóstico e cita uma PEC protocolada por ele no Senado Federal, sustentando que seu plano se orienta por um "projeto de país" e não pela manutenção de um "projeto de poder".

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Em direção distinta, o programa de Lula, do PT, aposta em aprofundar a democracia participativa dentro do presidencialismo, registrando a recriação de conselhos de políticas públicas, a retomada de conferências nacionais e o restabelecimento do Sistema de Participação Social.

Para um eventual novo mandato, o plano prevê ampliar o controle social sobre ações do governo e descentralizar o orçamento público, utilizando plenárias populares e plataformas de democracia digital, como o Brasil Participativo, para que a sociedade influencie diretamente o Plano Plurianual e outras políticas federais.

Veja as propostas de cada candidato à Presidência da República nas Eleições 2026

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