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TSE analisa decisão de Nunes Marques que suspendeu pesquisa AtlasIntel

Na decisão, o presidente do TSE concordou com os argumentos apresentados pelo PL, que alegou ter havido direcionamento negativo contra o senador

Da redação
DA REDAÇÃO

09/06/2026 • 12:01 • Atualizado em 09/06/2026 • 16:35

O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve julgar, a partir das 19h desta terça-feira (9), se mantém ou derruba uma decisão liminar do ministro Kassio Nunes Marques, presidente da Corte, que suspendeu a divulgação de uma pesquisa da AtlasIntel, que mostrou a queda nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência.

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Pela decisão de Nunes Marques, a empresa responsável pela pesquisa eleitoral, a AtlasIntel, deve retirar o levantamento de seus canais de comunicação e interromper qualquer divulgação da pesquisa.

A decisão do presidente do TSE é liminar, ou seja, tem caráter provisório e deve ser referendado ou não pelo plenário, que é composto, além dele, por mais seis ministros: André Mendonça, Dias Toffoli, Antonio Carlos Ferreira, Ricardo Villas Bôas Cueva, Floriano Azevedo Marques Neto e Estela Aranha.

Na decisão, Nunes Marques concordou com os argumentos apresentados pelo PL, que alegou ter havido direcionamento negativo contra Flávio.

O partido apontou que de 49 perguntas que compunham o questionário do levantamento, oito eram relativas ao Master e faziam ligação do pré-candidato com o escândalo financeiro, de forma indevida.

O levantamento da AtlasIntel foi realizado e divulgado em maio, após o vazamento de áudios nos quais Flávio aparece pedindo dinheiro para financiar um filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e investigado por fraudes financeiras bilionárias.

AtlasIntel nega 'qualquer viés político' em pesquisa

A AtlasIntel se pronunciou sobre a suspensão de uma pesquisa do instituto e negou ter exposto os entrevistados aos áudios vazados de conversas entre o pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Em resposta à decisão liminar do ministro Kassio Nunes Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o instituto afirmou que não houve indução e que a ferramenta de reação a vídeos, pivô da contestação judicial, foi aplicada apenas em uma etapa posterior, independente e voluntária.

O CEO da AtlasIntel, Andrei Roman, esclarece que não reconhece qualquer viés político na elaboração ou aplicação deste estudo, assim como de qualquer outra pesquisa conduzida pela empresa. --AtlasIntel

Decisão de Nunes Marques

Em maio, o levantamento do instituto apontou queda de seis pontos percentuais nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro. Após a divulgação, o PL pediu a suspensão da pesquisa sob o argumento de que o questionário foi construído para induzir respostas que prejudicaram o pré-candidato, “extrapolando o papel de verificação da opinião pública”.

Em análise preliminar, o ministro considerou que há elementos que indicam indução para a contaminação das respostas, entre eles a divulgação de áudio de investigação. Ele então suspendeu a divulgação, o impulsionamento, a republicação ou a manutenção da pesquisa nos canais oficiais do instituto.

Os elementos trazidos aos autos após manifestação da representada reforçam, em juízo de cognição sumária, os indícios relevantes de comprometimento da metodologia da pesquisa impugnada, inclusive no cotejo com os questionários de outras pesquisas registradas no TSE pela mesma empresa. --Kassio Nunes Marques