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Valdemar indica meta para o Senado e avisa: "Quem manda no PL é Bolsonaro"

Presidente do partido projeta até 29 parlamentares na Casa e reforça a autoridade do ex-presidente em decisões eleitorais

Da redação
DA REDAÇÃO

09/07/2026 • 14:16 • Atualizado em 10/07/2026 • 16:21

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, estabeleceu as metas da legenda para a composição do Senado nas próximas eleições em entrevista exclusiva nesta sexta-feira (9) à BandNews TV. Durante a manifestação, o líder partidário projetou o crescimento da bancada e garantiu a centralidade das decisões nas mãos de Jair Bolsonaro, que segue em prisão domiciliar.

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A estratégia da agremiação prioriza a formação de uma base parlamentar robusta no Congresso Nacional. De acordo com o dirigente, a estruturação de candidaturas competitivas nos estados pretende consolidar a força política da sigla na próxima legislatura.

Aumento da bancada parlamentar

O PL vê como prioridade a eleição de uma bancada forte para o Senado Federal, capaz de pautar o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O dirigente manifestou otimismo em relação ao desempenho dos candidatos da sigla nas urnas em outubro. “Nós podemos eleger entre 28 e 29 senadores”, projetou.

"Quem manda no PL é Bolsonaro"

Valdemar defendeu o respeito integral às indicações do ex-presidente da República na montagem das chapas eleitorais. O líder partidário relembrou o histórico de decisões da legenda e ressaltou que as escolhas anteriores justificam a autonomia da liderança.

“A escolha do Bolsonaro tem que ser respeitada. Veja bem, quando ele escolheu o Tarcísio para São Paulo, eu falei: ‘Bolsonaro, você não está bem da cabeça. É um excelente ministro, mas não pôde fazer nada para São Paulo, nem conhece São Paulo direito, não vota em São Paulo’. E ele estava certo. A escolha do Bolsonaro pelo Flávio tem que ser respeitada. Nesse aspecto, eu nunca discuti com o Bolsonaro. Depois do Tarcísio, eu comecei a respeitar a opinião dele. E o Flávio reunia as melhores condições para disputar essa eleição. Bolsonaro é quem manda no PL”, disse.

Ausência de Michelle

O dirigente também abordou o atual momento de Michelle Bolsonaro, que deixou o comando do PL Mulher após desentendimentos com Flávio e estuda a possibilidade de desistir de disputar uma vaga no Senado. A ex-primeira-dama dedica o tempo atual aos cuidados do marido, que cumpre prisão domiciliar devido a problemas de saúde.

“sempre tem um problema na campanha, é normal. E esse desentendimento deles, nós esperamos que isso passe. Porque a Michelle tem sofrido muito com a condenação do Bolsonaro. Isso é uma coisa, a vida dela mudou completamente porque ela não tem autorização para ter ninguém ajudando ela em casa. E isso é muito difícil para ela. Ela vinha aqui para o partido, fica meia hora, uma hora, atende o pessoal. Isso deve ter influenciado também essa decisão dela, que é uma pena, porque ela teve muito sucesso na direção do PL Mulher. Ela organizou o PL Mulher no Brasil inteiro, rodou o Brasil inteiro e tinha um resultado muito favorável para nós”, disse

O presidente do partido relatou os esforços internos para tentar reverter o afastamento da liderança feminina. Ele indicou que, apesar da viabilidade eleitoral, a ex-primeira-dama mantém as restrições quanto à participação no pleito. “Eu fiz de tudo para que ela entendesse isso e que voltasse atrás. Ela tem uma eleição garantida aqui (Distrito Federal), então tem que ter paciência nisso porque é difícil para as pessoas passarem o que o Bolsonaro está passando, transmite para toda a família, principalmente para a mulher. Aí fica todo mundo fora do ar, porque é duro, é difícil. A Michelle vai fazer falta sempre, porque ela tem carisma, tem liderança, faz falta”, concluiu Costa Neto.