Romeu Zema (Novo) avaliou positivamente a pluralidade de nomes ligados à direita na disputa pelo Palácio do Planalto. Em entrevista à BandNews TV nesta segunda-feira (1º), o pré-candidato à Presidência destacou que o campo conservador brasileiro atravessa um momento de força, o que, na sua visão, qualifica o debate eleitoral e oferece melhores opções ao eleitorado.
A direita no Brasil está fortalecida, tanto é que nós somos três candidatos, e isso é muito bom. Isso mostra que a direita está conseguindo formar bons quadros, dois ex-governadores, dois governadores bem avaliados. --Romeu Zema
Para Zema, a configuração de múltiplos pré-candidatos concorrendo no primeiro turno é um cenário saudável e que não deve ser visto como um obstáculo para uma eventual união em um segundo turno. Ele utilizou o cenário eleitoral chileno como referência, onde múltiplos nomes conservadores disputaram a primeira etapa e unificaram o palanque na fase final da eleição.
Apesar das movimentações partidárias e das especulações sobre alianças —como conversas com o também pré-candidato Ronaldo Caiado (União Brasil) ou um possível apoio a Flávio Bolsonaro (PL)— Zema enfatizou que é prematuro falar em composições de chapa neste estágio.
O cenário aqui no Brasil muito provavelmente será esse [de união no segundo turno] e eu levarei a minha pré-campanha e campanha até o final.
Segundo Zema, o brasileiro médio ainda não está sintonizado com o processo sucessório, estando mais concentrado na gestão de dívidas e problemas familiares cotidianos. "O eleitor brasileiro só vai antenar com eleição na véspera da mesma. Ninguém nesse momento está preocupado com a eleição, nem com a Copa do Mundo que está aí para começar", pontuou.
Gestão como cartão de visitas
O pré-candidato do partido Novo tem utilizado sua trajetória como gestor em Minas Gerais como principal plataforma de exposição. Zema defende que sua experiência no setor privado, como pagador de impostos, o diferencia de outros postulantes ao cargo máximo da República.
Eu sou um candidato diferente; eu sempre fui pagador de impostos e geralmente no Brasil o que nós temos são candidatos e presidentes que sempre foram recebedores de impostos, que sempre estiveram do outro lado do balcão. --Romeu Zema
Zema ressaltou que sua missão principal em Minas Gerais foi a recuperação fiscal do estado e afirmou que pretende levar o mesmo modelo de gestão para a esfera federal. "Mais do que qualquer outro candidato, eu sei as dores de trabalhar, de investir e de produzir no Brasil", disse, reiterando que sua prioridade é o combate aos projetos políticos liderados pelo PT.
