Alckmin, Galípolo, Fonteles e Camilo: veja cotados para assumir a Fazenda
Setor financeiro cobra rapidez na definição da equipe econômica para conter instabilidade do mercado
A montagem da equipe econômica do quarto mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) coloca em evidência possíveis nomes para o Ministério da Fazenda, cargo central para a definição da política fiscal e da estabilidade financeira do País.
Continua depois da publicidade
Entre as opções avaliadas nos bastidores do governo federal, perfis políticos de articulação direta com a Presidência dividem espaço com quadros técnicos com experiência na gestão monetária e estadual.
Os nomes cotados para a equipe econômica
- Geraldo Alckmin: vice-presidente da República, governou o Estado de São Paulo por quatro mandatos e carrega perfil fiscalista com forte trânsito político.
- Gabriel Galípolo: presidente do Banco Central, é visto como interlocutor técnico de diálogo constante com as diretrizes do governo federal.
- Rafael Fonteles: governador do Piauí, ganhou espaço e proximidade com o presidente Lula durante a atual gestão federal.
- Camilo Santana: ministro da Educação e ex-coordenador da campanha presidencial, figura entre os aliados de maior confiança no Planalto.
- Dario Durigan: atual secretário-executivo do Ministério da Fazenda, representa a linha de continuidade técnica na condução da pasta.
Especialista defende sinalização rápida para acalmar o mercado
Em entrevista ao BandNews TV, o economista-chefe do Banco BV, Roberto Padovani, avaliou a relevância de cada perfil e analisou a cotação do vice-presidente Geraldo Alckmin para a função.
Para Padovani, o vice-presidente reúne atributos de confiança: "O vice-presidente Geraldo Alckmin, ele tem reputação. E, mais do que isso, ele tem um diagnóstico muito claro do que precisa ser feito. Ele entende que o país atravessa um momento de tensão financeira importante. E para que você supere essa situação, segundo o próprio vice-presidente, é preciso cortar a taxa de juros."
Continua depois da publicidade
O economista ressaltou a dinâmica entre corte de juros e disciplina nas contas: "Aí ele tem muito claro também a causalidade e como você deve cortar a taxa de juros, que é basicamente entregando um ajuste fiscal. Mas não qualquer sinalização de ajuste fiscal: é preciso, segundo ele, que você rapidamente sinalize para o mercado um ajuste importante, logo na saída, de modo crível. Então eu acho que o nome é bom e ele tem uma leitura absolutamente adequada e racional do cenário."
Padovani também destacou que a administração dispõe de opções técnicas complementares no setor público: "Eu acho que não precisa ser necessariamente o vice-presidente. O presidente do Banco Central (Galípolo) é uma pessoa muito bem recebida, muito elogiada, enfim. Você tem vários bons nomes, bons técnicos no governo que possam ajudar nesse momento de transição e construção de reputação."
O economista pontuou ainda a urgência de uma decisão para estabilizar as projeções financeiras: "Acho que é preciso aguardar mais informações, mas é importante que esse processo seja rápido para que você ancore as expectativas."
