Eleições

Lula deve reorganizar equipe de ministros para o 4° mandato; veja nomes

Parte dos ministros atuais podem permanecer, mas outros nomes devem ganhar espaço na Esplanada

3 min

26/10/2026 19:29 • Atualizado há 1 hora

Para o quarto mandato, o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve reorganizar o primeiro escalão do governo. Parte dos ministros atuais podem permanecer, mas outros nomes devem ganhar espaço na Esplanada.

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Camilo Santana, senador e ex-ministro da Educação, é um dos candidatos a ganhar espaço na equipe de Lula. A expectativa é que ele fique responsável pela Casa Civil. Rafael Fonteles, governador do Piauí, seria cotado para o Ministério da Fazenda; e André Janones, deputado federal responsável pela mobilização digital da campanha, é cotado para a secretaria-geral.

Lula também deve considerar aliados importantes que perderam a eleição deste ano, como os ex-ministros Fernando Haddad, Gleisi Hoffmann, Simone Tebet e Marina Silva, além dos ex-prefeitos do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, e do Recife, João Campos.

Outros nomes correm por fora, como os senadores Renan Calheiros e Daniella Ribeiro, que encerrarão seus mandatos em janeiro.

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Possível aproximação do Centrão

Com uma oposição forte no Congresso Nacional a partir do ano que vem, o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá que negociar mais espaço com partidos de centro para conseguir aprovar projetos. Já de volta ao Palácio da Alvorada, Lula teve reuniões com assessores e ministros nesta segunda-feira (26).

À tarde, o presidente recebeu os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e do Senado Federal, Davi Alcolumbre. O encontro marca um movimento do presidente de olho em um dos principais desafios que terá no seu quarto mandato: a relação com o Congresso.

A articulação também envolve o apoio à reeleição de Hugo Motta e Alcolumbre. Os dois apoiaram a reeleição de Lula, mesmo após seus partidos fecharem com Flávio Bolsonaro no segundo turno.

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No primeiro discurso após a confirmação da vitória, Lula fez o primeiro aceno ao novo Congresso.

“Ninguém é obrigado a gostar do presidente eleito, mas ele foi eleito para governar para todos. Ele foi eleito para governar com base no respeito da Constituição, na relação com o Congresso. Já tem gente falando: o Lula vai ter muita dificuldade para governar, porque o Congresso está mais conservador. Eu não escolhi o Congresso, foi o povo que escolheu e é com ele que eu vou votar, vou trabalhar e vou aprovar as coisas”, disse.

O presidente não deve esperar o novo Congresso para formalizar outra indicação ao Supremo Tribunal Federal, que está com vaga aberta há um ano. Lula pode, inclusive, voltar a indicar o Advogado-Geral da União, Jorge Messias, rejeitado pelo Senado em abril.

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No próximo mandato, Lula terá pelo menos mais três nomes indicados. Mas todos terão que passar pela aprovação do novo Senado, com forte bancada de oposição. Se conseguir, o Supremo poderá ter em sua composição sete dos onze ministros escolhidos pelo presidente.