Política

Lula deve ampliar alianças com o Centrão diante de oposição fortalecida no Congresso

Já de volta ao Palácio da Alvorada, Lula teve reuniões com assessores e ministros nesta segunda-feira (26)

3 min

26/10/2026 19:48 • Atualizado há 3 horas

Com uma oposição forte no Congresso Nacional a partir do ano que vem, o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai ter que negociar mais espaço com partidos de centro para conseguir aprovar projetos. Já de volta ao Palácio da Alvorada, Lula teve reuniões com assessores e ministros nesta segunda-feira (26).

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À tarde, o presidente recebeu os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e do Senado Federal, Davi Alcolumbre. O encontro marca um movimento do presidente de olho em um dos principais desafios que terá no seu quarto mandato: a relação com o Congresso.

A articulação também envolve o apoio à reeleição de Hugo Motta e Alcolumbre. Os dois apoiaram a reeleição de Lula, mesmo após seus partidos fecharem com Flávio Bolsonaro no segundo turno.

No primeiro discurso após a confirmação da vitória, Lula fez o primeiro aceno ao novo Congresso.

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“Ninguém é obrigado a gostar do presidente eleito, mas ele foi eleito para governar para todos. Ele foi eleito para governar com base no respeito da Constituição, na relação com o Congresso. Já tem gente falando: o Lula vai ter muita dificuldade para governar, porque o Congresso está mais conservador. Eu não escolhi o Congresso, foi o povo que escolheu e é com ele que eu vou votar, vou trabalhar e vou aprovar as coisas”, disse.

O presidente não deve esperar o novo Congresso para formalizar outra indicação ao Supremo Tribunal Federal, que está com vaga aberta há um ano. Lula pode, inclusive, voltar a indicar o Advogado-Geral da União, Jorge Messias, rejeitado pelo Senado em abril.

No próximo mandato, Lula terá pelo menos mais três nomes indicados. Mas todos terão que passar pela aprovação do novo Senado, com forte bancada de oposição. Se conseguir, o Supremo poderá ter em sua composição sete dos onze ministros escolhidos pelo presidente.

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Novos ministros

A necessidade de reforçar a articulação política e trazer novos ares para o governo Lula 4 deve levar a redistribuição de ministros da nova Esplanada. Do Senado, deve vir o ex-ministro da Educação e Senador pelo Ceará, Camilo Santana, principal candidato para assumir a Casa Civil da presidência. Ele ganhou protagonismo como coordenador da campanha de Lula no segundo turno.

Outro cotado para o primeiro escalão é o governador reeleito do Piauí, o economista Rafael Fontelles. Há um desejo de Lula de tê-lo como ministro da Fazenda. A principal questão é que Fontelles teria que renunciar ao cargo de governador.

O vice-presidente Geraldo Alckmin é outro cotado para a Fazenda. Desde a formação da chapa, em 2022, Alckmin atua como ponte entre Lula e um eleitorado historicamente menos ligado ao petista, principalmente no empresariado.

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Para o novo governo, Lula deve considerar ainda figuras como o deputado André Janones, considerado fundamental na revolução feita na comunicação digital da campanha no segundo turno. Ele criou um canal de informações que reuniu mais de 10 milhões de pessoas. Janones é cotado para a secretaria-geral do governo, pasta responsável pela articulação junto à sociedade civil.