Aliados de Flávio dizem que senador não contestará resultado da eleição
Aliados dizem que eleição é página virada e que Flávio não contestará resultado diretamente

Flávio Bolsonaro durante apuração dos votos
Reprodução/Instagram/zecadirceu
Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tratam a eleição presidencial como página virada e afirmam que o senador não voltará a contestar explicitamente o resultado.
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Mesmo após o candidato do PL não ter reconhecido explicitamente a derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um vídeo divulgado na tarde desta segunda-feira (26), eles dizem que o foco de Flávio agora será organizar a oposição ao petista.
Antes de gravar o vídeo, o senador passou as últimas horas reunido com advogados e aliados, como o coordenador da campanha, Rogério Marinho (PL-RN), e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP). Ele também se encontrou com o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
No vídeo, o senador já se colocou como líder da oposição ao governo Lula. "Eu sou o último obstáculo para o PT implementar seu projeto de destruição do País. Para resistir ao caos, eu vou organizar a oposição", disse, prometendo se reunir com deputados e senadores.
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Ele também afirmou que vai apresentar pedido de cassação da chapa de Lula por suposto abuso de poder político e econômico e que a prorrogação do horário de votação em duas horas determinada pelo do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, "não foi normal".
"O que aconteceu nesse intervalo de tempo ninguém consegue entender. Isso precisa ser esclarecido. Ninguém sabe exatamente o impacto disso", afirmou Flávio.
Fontes próximas ao candidato do PL ouvidas pelo Estadão consideram que a ação na Justiça Eleitoral é algo corriqueiro e não representa uma contestação - a própria campanha de Lula pediu a cassação da chapa de Flávio na semana passada, por suposto abuso de poder econômico.
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Embora também critiquem a decisão de Zanin, aliados do bolsonarista admitem que a prorrogação da votação não foi o motivo da derrota. Lula teve 4,4 milhões de votos de vantagem, enquanto apenas 34,7 mil foram depositados nas urnas após às 17h.
Eles atribuem o revés à uma derrota da "comunicação": a campanha do PT teria conseguido mobilizar os eleitores e instilar o medo de um eventual governo Flávio, além de prometer um "pacote de bondades" na reta final da campanha.
Mais cedo, outros aliados já sinalizavam que a contestação eleitoral não deveria durar muito. Nikolas Ferreira (PL) afirmou que considerava difícil que o pleito fosse anulado, enquanto o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), divulgou uma nota em que reconhece o resultado. Já Tarcísio, que ainda não se manifestou, deve divulgar um posicionamento entre esta segunda-feira e terça-feira.
