Atlas: Flávio lidera entre eleitores de 45 a 59 anos; Lula ganha entre jovens
Levantamento indica forte clivagem por faixa etária, gênero, religião, escolaridade e região no segundo turno
A pesquisa AtlasIntel, contratada pela Bloomberg, realizada entre 13 e 18 de outubro de 2026 com 4.998 eleitores em todo o país, mostra que Flávio Bolsonaro lidera a disputa de segundo turno em faixas etárias mais velhas, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva tem vantagem entre os jovens.
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Divisão por faixa etária
Nos eleitores de 45 a 59 anos, Flávio Bolsonaro alcança 53,5% das intenções de voto. Na faixa acima de 60 anos, o senador repete o desempenho, com 53,5%, enquanto o atual chefe do Executivo registra 46,5%.
Entre os mais jovens, de 25 a 34 anos, Lula lidera com 51,5% da preferência. No grupo de 16 a 24 anos, o presidente também aparece à frente, com 49,8%.
Na faixa intermediária, de 35 a 44 anos, a disputa é apertada: o candidato do PL soma 49,1%, e o petista fica com 48,6%, a menor diferença numérica entre os recortes de idade.
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Diferenças entre homens e mulheres
No recorte por gênero, a pesquisa indica contraste. Entre os homens, Flávio Bolsonaro lidera com 61,7% das intenções de voto, contra 35% de Lula.
Entre as mulheres, o cenário se inverte: o presidente marca 58,9%, enquanto o senador aparece com 39,2%, indicando que o voto feminino tende a favorecer o governo.
Religião e comportamento de voto
O eleitorado evangélico concentra a maior vantagem do candidato de oposição, que registra 69,7% nesse segmento, ante 26,3% do atual presidente. Entre católicos, o petista lidera com 51,7%, frente a 46,3% do adversário.
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Entre agnósticos e ateus, Lula atinge 84,6% das intenções de voto. No grupo identificado como crente sem religião, o quadro é equilibrado, com 50,2% para Flávio Bolsonaro e 49,2% para o presidente, enquanto adeptos de outras religiões apontam 67,4% de apoio ao petista e 28,9% ao senador.
Escolaridade e intenção de voto
No recorte por nível de instrução, a pesquisa mostra que o presidente tem melhor desempenho entre eleitores com ensino superior, onde alcança 56,1% das intenções, enquanto o adversário registra 39,8%.
Entre quem tem até o ensino médio, o quadro se inverte: o candidato do PL chega a 53,7%, contra 44,3% do petista. Brancos, nulos e indecisos somam 4,1% entre eleitores com diploma universitário e 2% entre aqueles com formação básica.
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Polarização regional
Na divisão por região, Lula lidera no Nordeste, com 62,8% da preferência, enquanto o adversário marca 35,3%. O senador tem vantagem no Sudeste, onde registra 55,4% contra 42,4% do presidente.
Flávio Bolsonaro também está à frente no Sul, com 59,5% ante 36,1% do petista, e no Centro-Oeste, onde soma 56,5% frente a 41,0% do governo. No Norte, o cenário é mais equilibrado, com 49,4% para o parlamentar e 47,2% para o chefe do Executivo.
Evolução da disputa e votos válidos
No quadro geral de votos totais, o levantamento aponta o senador com 49,8% das intenções e o presidente com 47,6%. Brancos, nulos e indecisos representam 2,6% da amostra.
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Considerando apenas os votos válidos, Flávio Bolsonaro atinge 51,1%, enquanto Lula marca 48,9%. Em relação à pesquisa do início de outubro, o candidato do PL recuou de 51,1% para 49,8%, e o petista oscilou de 45,7% para 47,6%, reduzindo a distância de 5,4 para 2,2 pontos percentuais.
Metodologia
A pesquisa da AtlasIntel, contratada pela Bloomberg, entrevistou 4.998 eleitores por recrutamento digital aleatório (Atlas RDR) entre os dias 13 e 18 de outubro de 2026.
A margem de erro é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02418/2026.
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Como funciona uma pesquisa eleitoral
As sondagens de intenção de voto seguem critérios estatísticos para representar a composição do eleitorado nacional por renda, escolaridade, idade e região. Entender a metodologia, as amostras e o financiamento dos levantamentos é essencial para acompanhar o cenário político, sendo possível verificar como funcionam as pesquisas eleitorais e quem paga por elas.
Como identificar pesquisas falsas
Com a proximidade do pleito, a circulação de levantamentos não registrados ou adulterados tende a aumentar nas redes sociais. Para evitar desinformação, é fundamental consultar o registro oficial no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e saber como identificar pesquisas eleitorais falsas antes de compartilhar dados sobre a disputa.
