Eleições

Bolsonaristas não reconhecem eleição de Lula: "Mudaram regras no meio do jogo"

Assim como fez o candidato do PL horas depois do resultado oficial, os bolsonaristas não reconheceram triunfo do petista

4 min

26/10/2026 00:20 • Atualizado há 1 hora

Bolsonaristas não reconhecem eleição de Lula: "Mudaram regras no meio do jogo"

Aliados de Flávio assistem à apuração dos votos

Reprodução/redes sociais

Aliados de Flávio Bolsonaro (PL) se pronunciaram na noite deste domingo (25) após a confirmação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o seu quarto mandato na Presidência da República e a consequente derrota do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Assim como fez o candidato do PL horas depois do resultado oficial, os bolsonaristas não reconheceram o triunfo do petista.

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Políticos como os deputados federais Nikolas Ferreira, Lucas Pavanato e Gustavo Gayer, os senadores Marcel Van Hattem, Carlos Jordy e Rogério Marinho, e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, criticaram a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Superior Tribunal Federal (STF), de prorrogar o fechamento das urnas por duas horas por problemas na votação em alguns estados.

"Mudar a regra do jogo no meio dele não é democrático. Que tudo seja esclarecido. Até lá, Lula não é meu presidente", escreveu Nikolas Ferreira nas redes sociais. O deputado mais votado do Brasil por Minas Gerais ainda contestou os números: "11 milhões de votos a mais, crescimento em todos os estados. Redução na abstenção não explica o fenômeno. Todos os votos dos outros candidatos teriam que ir pro Lula. Qual a chance?", questionou.

Outro a reclamar da decisão de Zanin de manter as urnas abertas até às 19h foi Tarcísio. "O Brasil merece respeito, transparência e segurança jurídica! Uma decisão tomada a poucos minutos do encerramento da votação exige explicações claras sobre seus fundamentos e sua execução. A democracia se fortalece com regras claras, respeito às instituições e transparência em cada etapa do processo eleitoral. O povo brasileiro merece respostas".

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Outro recordista de votos no primeiro turno, Pavanato comparou o pleito brasileiro a Venezuela. "Prorrogar horário de votação, já vimos isso na Venezuela", disse. "Essa eleição foi ilegal e essa é a minha opinião. Colocar na última hora, mais duas horas de votação, duas horas muito suspeitas e muito estranhas. Principalmente vindo de quem veio? De um amigo do Lula, um advogado do Lula, o Zanin. Aí ele toma essa decisão, muda a regra do jogo e, surpreendentemente, você tem um número bizarro de reversão de abstenção que ninguém é capaz de acreditar".

"Só pela ilegalidade, só pelo fato do Zanin ter passado da competência dele, que era o TSE que tinha que tomar a decisão, e ele ter tomado a decisão em nome do TSE, isso já é motivo para impeachment do Zanin e motivo para pedir a anulação da eleição", afirmou. "Eu sou um soldado da justiça, sou um soldado da democracia, da liberdade e do Estado de Direito. Vou lutar com todas as forças possíveis para que essa eleição seja anulada".

Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio, foi outro a atacar Zanin. "Decisão vergonhosa e intempestiva de um ministro do STF que era advogado do atual presidente, que toma decisão às 17 horas e um minuto após o encerramento das eleições. Ação inexequível para tumultuar o processo de uma eleição que eles já perderam no voto. Eleição para o PT é aquela que eles ganham. Quando eles perdem é ditadura. Lamentável".

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Marcel Van Hattem foi mais um a lembrar das eleições venezuelanas. "O mesmo método usado hoje por Zanin/PT de prorrogar a votação foi aplicado na Venezuela de Maduro há DEZ ANOS!!!", disse. Protocolarei impeachment de Zanin por atuação desidiosa! Decidiu sem ter competência para tal e, depois das 17h, quando o processo eleitoral já estava legalmente encerrado. Além disso, com claro indício de suspeição, pois Zanin foi advogado pessoal do Lula antes de ser ministro. E quem pediu a prorrogação foi a coligação do próprio Lula!", escreveu, sem citar que a campanha de Flávio também pediu a prorrogação.

Parte dos aliados de Flávio insiste na tentativa de impeachment de Zanin com a reformulação do Senado. "Zanin acaba de entrar na lista de prioridades do Senado Federal ano que vem. Esse caos custará muito caro!, disse Carlos Jordy. "A Venezuela começou assim. Essa eleição está longe de acabar!". Em seguida, Gustavo Gayer disse que estará ao lado da saída do ministro. "Vou assim e buscar assinaturas de todos que estão revoltados com esse golpe".

Veja as reações:

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