Bomba atômica a caças Gripen: a defesa militar segundo os presidenciáveis
Nas Eleições de 2026, candidatos à Presidência apresentam agendas distintas para a defesa nacional, a tecnologia militar e a soberania geopolítica, com

Nas Eleições de 2026, candidatos à Presidência apresentam agendas distintas para a defesa nacional, a tecnologia militar e a soberania geopolítica, com propostas que vão da nuclearização plena à expansão de programas de caças de última geração.
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O debate da nuclearização e a dissuasão estratégica
Segundo o plano de Renan Santos (Missão), o Brasil deve buscar a nuclearização do país com a autonomia completa do ciclo de combustível nuclear, incluindo etapas como conversão industrial e reprocessamento.
Na visão do candidato, a ausência de domínio nacional sobre essas fases críticas reduz a capacidade de dissuasão estratégica do Brasil em relação a outras potências regionais e limita a margem de soberania nas negociações internacionais.
Para Renan, controlar integralmente o ciclo de combustível significa transformar o parque nuclear em um ativo de segurança que reforça a posição do país no cenário global.
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Em sentido oposto, Lula (PT) defende que a política nuclear brasileira permaneça orientada pelo uso exclusivamente pacífico, voltado a aplicações em energia, saúde, pesquisa, indústria e segurança radiológica.
O programa petista prevê o avanço na autonomia do ciclo do combustível e no aproveitamento das reservas de urânio, mas condiciona esse desenvolvimento à viabilidade técnica, econômica, ambiental e social, mantendo o afastamento de qualquer emprego bélico.
Como demonstração de fortalecimento material da soberania, Lula destaca a execução de R$ 20,4 bilhões em projetos estratégicos via Novo PAC desde 2023, que possibilitou a entrega de sete caças Gripen F-39, inclusive a primeira aeronave produzida no Brasil, além de viaturas blindadas, fragatas e cargueiros KC-390.
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Blindagem digital, a Amazônia Azul e os caças de combate
A proposta de Ronaldo Caiado (PSD) foca na redução da dependência externa e na inovação tecnológica aplicada à defesa, com prioridade para a Defesa Cibernética, a vigilância de fronteiras e a consolidação da Amazônia Azul.
Conforme o programa de Caiado, fortalecer a Amazônia Azul significa ampliar a proteção das rotas comerciais, das infraestruturas marítimas e dos recursos presentes nas águas sob jurisdição brasileira no Atlântico Sul, com atenção ao seu uso sustentável e à pesquisa científica.
Na esfera digital, o candidato pretende expandir as capacidades do Programa Estratégico de Defesa Cibernética do Exército para proteger infraestruturas digitais sensíveis e sistemas de telecomunicações militares contra ataques externos e tentativas de espionagem.
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Para enfrentar a dependência estrangeira em suprimentos e tecnologias críticas, Caiado propõe integrar a Defesa às políticas industriais e de ciência e tecnologia, articulando encomendas tecnológicas e compras públicas com empresas nacionais e universidades.
Essa estratégia inclui investimentos em inteligência artificial, sensores, radares e satélites, além do aperfeiçoamento de sistemas como SISFRON, CINDACTA e SisGAAZ, com impacto direto na aviação de combate, vigilância e patrulhamento de fronteiras terrestres e marítimas.
Estatização da indústria bélica e soberania territorial
Já a plataforma de Edmilson Costa (PCB) aposta em uma reorganização ampla da estrutura de defesa, com críticas à configuração atual das Forças Armadas e ênfase no combate ao imperialismo.
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O programa prevê a estatização integral da indústria bélica nacional, com a expropriação de empresas como Avibrás e Taurus, que passariam ao controle direto do Estado como ativos estratégicos.
No eixo da soberania territorial, Edmilson defende a retomada da Base de Alcântara e a revogação de contratos que envolvam a exploração e a entrega de terras raras, estabelecendo monopólio estatal sobre terras raras e minerais críticos.
O candidato também propõe revogar todos os acordos militares com os Estados Unidos e extinguir o serviço militar obrigatório, com a profissionalização plena das Forças Armadas.
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Na proposta, a atuação militar se concentra na defesa física das fronteiras e na cooperação com programas civis de desenvolvimento industrial e de infraestrutura pública, alinhando a política de defesa à estratégia de desenvolvimento nacional.
