Candidato à Presidência investe R$ 1 mi, gasta R$ 67 por voto e registra 0,01%
O empresário e veterinário Wilson Grassi bancou do próprio bolso quase a totalidade de sua estrutura eleitoral

Reprodução/Instagram/Wilson Grassi
Com um desempenho de 16.881 votos (0,01% do total) e despesas totais declaradas de R$ 1.075.399,66, a candidatura do Veterinário Wilson Grassi (Democrata) registrou o maior custo unitário da eleição presidencial, atingindo R$ 63,70 por voto. A disparidade entre o expressivo volume financeiro injetado e o retorno nas urnas reflete uma estratégia focada quase exclusivamente no autofinanciamento.
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Para termos de comparação, Grassi teve o mesmo patamar de votos que Rui Costa Pimenta (PCO), que investiu apenas R$ 250,49 e teve um custo médio de R$ 0,02 por voto. Edmilson Costa (PCB), que teve 0,02% na apuração, pegou R$ 23.624,22 e teve um gasto de R$ 1,04 por voto.
Entre quem vai ao segundo turno, Flávio Bolsonaro (PL), que liderou a votação com 56.104.503 votos (47,03%), declarou um total de despesas de R$ 67.388.405,50. O cálculo final aponta para um custo de R$ 1,20 por voto. Já o candidato Lula (PT), segundo colocado na disputa com 53.879.538 votos (45,16%), movimentou R$ 65.643.682,77 em despesas de campanha. Isso resultou em um custo unitário de R$ 1,22 por voto.
Segunda maior campanha autofinanciada do país
Empresário com patrimônio declarado de R$ 50 milhões, Grassi aplicou R$ 1 milhão de recursos próprios para viabilizar sua corrida ao Planalto. O montante o colocou no segundo lugar no ranking nacional de candidatos que mais investiram do próprio bolso na campanha em todo o Brasil, ficando atrás apenas de Gelson Merísio (PSB), que disputou o governo de Santa Catarina com um aporte pessoal de R$ 1.150.000.
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O nível de dependência do dinheiro do próprio candidato foi quase absoluto: Grassi respondeu por 99,98% de toda a arrecadação da sua campanha. Na prestação de contas entregue à Justiça Eleitoral, foram registrados R$ 1.050.150 em receitas, dos quais R$ 1 milhão veio do aporte pessoal do candidato e a única outra doação declarada foi no valor de R$ 150.
Patrimônio dobrou em dois anos
A expressiva aplicação de recursos próprios ocorre após um forte salto no patrimônio do candidato. A declaração de bens apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que o patrimônio de Wilson Grassi mais que dobrou em dois anos, saltando de R$ 24,62 milhões em 2024 para R$ 50 milhões em 2026.
Na declaração mais recente, o empresário optou por reunir todos os seus ativos em uma categoria única, que engloba tanto direitos sobre imóveis financiados quanto participações societárias em empresas.
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Histórico de tentativas na política
Veterinário de profissão e atuante na causa animal, Grassi acumula um histórico de tentativas de ingresso no legislativo e executivo por diferentes legendas:
- 2024: Concorreu a uma vaga de vereador na cidade de São Paulo pelo PRTB, ocasião em que sua campanha arrecadou R$ 211.063,44 em doações.
- 2022: Disputou o cargo de deputado federal pelo PV.
- 2006: Candidatou-se a deputado estadual pelo PFL.
