Datafolha: Cleitinho lidera em MG com 40%; Senado tem empate quádruplo
Levantamento aponta vantagem ampla do candidato do Republicanos e empate técnico entre quatro nomes no Senado
Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (1º) mostra Cleitinho Azevedo (Republicanos) na liderança da corrida ao governo de Minas Gerais, com 40% das intenções de voto na pesquisa estimulada, e um cenário de equilíbrio entre Marília Campos (PT), Carlos Viana (PSD), Aécio Neves (PSDB) e Domingos Sávio (PL) na disputa pelas duas vagas do estado no Senado.
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Disputa pelo governo de Minas
No cenário estimulado de 1º turno para o governo mineiro, Cleitinho aparece com 40% das intenções de voto, o mesmo índice registrado na pesquisa de 24 de setembro. Em seguida vêm Patrus Ananias (PT), com 16%, e Alexandre Kalil (PDT), com 11%. Flávio Roscoe (PL) e Mateus Simões (PSD) têm 4% cada, enquanto Gabriel (MDB) soma 2%. Os demais candidatos variam entre 1% e 0%. Brancos e nulos são 9%, e 8% dizem estar indecisos.
Considerando apenas os votos válidos, cálculo utilizado pela Justiça Eleitoral na divulgação oficial dos resultados, Cleitinho chega a 49%. Patrus tem 20%, Kalil 13%, Roscoe e Simões 5% cada, e Gabriel 3%. Os demais nomes ficam entre 1% e 2%, o que mantém o candidato do Republicanos próximo da marca de metade dos votos válidos.
Na pesquisa espontânea, em que o instituto não apresenta a lista de candidatos, Cleitinho é citado por 27% dos entrevistados, seguido por Patrus (10%) e Kalil (5%). Outros nomes, como Mateus Simões, Flávio Roscoe e o ex-governador Romeu Zema (Novo), aparecem com 1%. Nesse cenário, 41% dos eleitores ainda não sabem em quem vão votar e 5% pretendem votar em branco ou nulo.
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O levantamento mostra também que 68% dos entrevistados afirmam ter decisão definitiva sobre o voto para governador, enquanto 32% dizem que ainda podem mudar de opção até o dia da eleição, marcada para 4 de outubro. Em relação à rejeição, Patrus é o mais citado, com 32% dizendo que não votariam nele de jeito nenhum, seguido por Kalil (23%). Cleitinho tem rejeição de 15%.
Segundo turno: vantagem para Cleitinho
O Datafolha testou dois cenários de 2º turno. Num confronto entre Cleitinho e Alexandre Kalil, o candidato do Republicanos aparece com 56% das intenções de voto, contra 27% do ex-prefeito de Belo Horizonte. Nessa simulação, 12% declaram voto em branco ou nulo e 5% estão indecisos.
No cenário em que Cleitinho enfrenta Patrus Ananias, a vantagem se amplia: ele tem 60%, enquanto o petista registra 24%. Brancos e nulos somam 11%, e 5% dos entrevistados não sabem em quem votar. Os percentuais se mantêm estáveis em relação à pesquisa anterior, com oscilações dentro da margem de erro.
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Senado tem quatro nomes embolados
Na disputa pelas duas vagas de Minas Gerais no Senado, a pesquisa estimulada aponta Marília Campos com 13% das intenções de voto totais, seguida por Carlos Viana e Aécio Neves, ambos com 11%, e por Domingos Sávio, com 9%. Como a margem de erro é de três pontos percentuais, os quatro estão em situação de empate técnico.
Na mesma lista, Marcelo Aro aparece com 6%, Áurea Carolina com 5%, e outros candidatos variam entre 2%, 1% e 0%. Brancos e nulos chegam a 15%, e 20% dos entrevistados ainda não decidiram em quem votar. Na pesquisa espontânea para o Senado, em que os nomes não são apresentados aos eleitores, o índice de indecisos é ainda maior, de 61%.
Quando o Datafolha considera apenas a primeira vaga a ser preenchida, Marília abre vantagem e marca 20%. Aécio tem 15%, Viana 13% e Domingos Sávio 10%. Os demais candidatos ficam em patamares menores, enquanto 13% pretendem votar em branco ou nulo e 15% ainda não definiram um nome. Em 2026, cada eleitor deverá escolher dois candidatos diferentes para o Senado e não pode votar duas vezes na mesma pessoa.
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Metodologia da pesquisa
O levantamento Datafolha foi realizado com 1.204 eleitores de 16 anos ou mais em Minas Gerais, entre 28 de setembro e 1º de outubro de 2026. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%, o que significa que, em cada 100 pesquisas com a mesma metodologia, 95 devem apresentar resultados semelhantes.
A pesquisa foi contratada pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo e registrada na Justiça Eleitoral sob o número MG-09729/2026.
Como funciona uma pesquisa eleitoral
As sondagens de intenção de voto seguem critérios estatísticos para representar a composição do eleitorado nacional por renda, escolaridade, idade e região. Entender a metodologia, as amostras e o financiamento dos levantamentos é essencial para acompanhar o cenário político, sendo possível verificar como funcionam as pesquisas eleitorais e quem paga por elas.
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Como identificar pesquisas falsas
Com a proximidade do pleito, a circulação de levantamentos não registrados ou adulterados tende a aumentar nas redes sociais. Para evitar desinformação, é fundamental consultar o registro oficial no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e saber como identificar pesquisas eleitorais falsas antes de compartilhar dados sobre a disputa.
