Flávio acusa "golpe" de Dino, ataca Lula e diz: "A terceira facada chegou"
Senador acusa ministro do STF e Lula de usar PF para perseguir adversários e fala em 'terceira facada' política

O senador Flávio Bolsonaro afirmou que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino articulou um "golpe" ao recolocar Andrei Rodrigues na Polícia Federal e classificou o episódio como "a terceira facada", em declaração feita após cumprir agenda em Minas Gerais.
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Na gravação, ele diz que tinha alertado na véspera sobre uma tentativa de "golpe" envolvendo Dino e afirma que a decisão do ministro confirma essa leitura.
"A terceira facada chegou. Você lembra que eu falei ontem, assim que eu cheguei numa agenda lá em Minas Gerais, que eles iam tentar um golpe. Eles vão dar um golpe, vão dar. E é pelo Flávio Dino, seria pelo ministro Flávio Dino. Como eu disse, eles fizeram", declarou Flávio.
Críticas à "toga política" e à Polícia Federal
O senador critica o que chama de "método da toga política" e associa a decisão de Dino à volta de Andrei à Polícia Federal, que ele atribui diretamente ao governo Lula.
"Só que agora todo mundo já conhece o método da toga política. Ontem, uma decisão do ex-ministro da Injustiça de Lula, Flávio Dino, deu uma canetada e recolocou o Andrei Rodrigues do Lula na Polícia Federal", disse.
Flávio afirma que, menos de 24 horas depois dessa decisão, a corporação deflagrou uma operação contra adversários políticos do presidente Lula e vincula o movimento a um plano de ampliação da influência do governo no Supremo.
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"Hoje, menos de 24 horas depois, a Polícia Federal do Lula deflagrou uma operação contra adversários políticos, adivinha de quem? Do Lula. E eles querem mais quatro ministros no STF, padrão Lula? Não, não, não vão conseguir de jeito nenhum. A gente não vai deixar", afirmou.
Reunião entre Moraes e Alcolumbre e acusações contra governo
Ele retomou acusações sobre uma reunião entre Moraes, do STF, e o senador Davi Alcolumbre, que, segundo Flávio, teria servido para "dar ok" às ações de Dino. O parlamentar também fala em tentativa de esconder supostos crimes envolvendo pessoas próximas ao presidente.
"Aliás, eu denunciei aquela reunião secreta entre o Alexandre de Moraes e o Davi Alcolumbre, que deram um ok para o Flávio Dino fazer o que ele fez hoje. Denunciei lá atrás. Enquanto isso, eles tentam esconder os crimes do filho do Lula, do chefe de gabinete do Lula e do ministro do Lula", disse.
Pesquisas, campanha e "modo sobrevivência"
Na sequência, Flávio atribui motivação política às medidas e diz que sua candidatura teria ultrapassado Lula nas pesquisas, o que, segundo ele, teria levado o governo a entrar em "modo sobrevivência". Ele afirma que a disputa eleitoral deixou de ser entre os dois líderes e passou a ser sobre o projeto de país.
"O fundamento político está muito claro. A gente passou o Lula nas pesquisas oficiais deles. Eles estão desesperados, entraram no modo sobrevivência, só que eles estão achando que vão para cima da gente, não vão não, nem no voto e nem no tapetão. A campanha, gente, não é mais entre o Lula e eu, é sobre o Brasil que nós queremos, até porque o atual presidente já largou a campanha dele e se dedicou em articular perseguições políticas através dos seus amigos ministros do STF", declarou.
"Brasil sem presidente" e promessa de "libertação"
O senador ainda critica a liberação de jogos de azar, a que se refere como "tigrinho", e acusa o governo de apostar tudo na perseguição política. Ele diz que o país estaria "sem presidente" e projeta uma futura "libertação", na qual promete proteger instituições e "resgatar a democracia".
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"Esse aí é o governo que liberou o tigrinho. E, por falar em aposta, ele está apostando tudo na perseguição política. Vai perder. O Brasil está sem presidente. O Brasil agora vai ter que fazer uma escolha: votar para que eles defendam os interesses deles ou votar para defender os interesses de cada brasileiro. O Brasil está sem presidente, mas é por pouco tempo. A libertação já está chegando. Como presidente, eu vou proteger as instituições e resgatar a democracia. A gente tem que defender os interesses do Brasil, porque se eles vencerem, é o Brasil que sai derrotado. Mas o Brasil vai vencer", concluiu.
