Pavanato pede "briga judicial sem excessos" e diz: "Protejam suas famílias"
Deputado defendeu a anulação do resultado do pleito, que ele atribui à interferência do STF após decisão de Zanin

Deputado federal Lucas Pavanato acompanha debate organizado pelo Grupo Bandeirantes
Renato Pizzutto/Band
O deputado federal eleito por São Paulo Lucas Pavanato (PL) pediu que seus apoiadores foquem em uma "briga judicial", com cautela nas redes sociais, após a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a derrota de Flávio Bolsonaro (PL).
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Em vídeo divulgado em suas plataformas, Pavanato defendeu a anulação do resultado do pleito, que ele atribui à interferência do Supremo Tribunal Federal (STF) depois que o ministro Cristiano Zanin decidiu prorrogar a votação por mais duas horas em algumas cidades, por conta de problemas registrados em alguns municípios.
Reação ao resultado e alerta sobre liberdade
Segundo o parlamentar eleito, o momento exige prudência e organização entre os apoiadores, diante do que ele descreve como ameaça à liberdade no país.
A nossa liberdade está ameaçada. Nós, como líderes eleitos, vamos fazer a nossa parte. Protejam suas famílias. A briga agora é judicial. Não cometam excessos nas redes sociais. Lula quer censurar as redes, e você pode acabar se tornando um alvo. Não participe de manifestações que não sejam oficiais, quando chegar a hora de algum ato pacífico nós mesmos vamos informar. Espalhem. Precisamos ser cautelosos nesse momento.
Pedido de anulação e crítica ao STF
Para Pavanato, a decisão de Zanin de estender o horário de votação alterou o equilíbrio da disputa e justificaria a revisão do resultado. Ele avalia que o Supremo atuou de maneira inadequada ao intervir no processo eleitoral, o que, na sua visão, colocou em risco a legitimidade do pleito.
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O deputado eleito reforça que a resposta deve ocorrer nos tribunais, e não nas ruas, e insiste para que seus apoiadores evitem declarações mais duras nas redes que possam ser usadas contra eles em eventuais processos.
Orientações sobre manifestações e redes sociais
Na mensagem, Pavanato também desencoraja a participação em manifestações que não sejam organizadas oficialmente. Ele afirma que eventuais atos pacíficos serão anunciados pelos próprios líderes eleitos, e volta a pedir que os apoiadores protejam suas famílias e ajam com cautela.
