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Prefeitura de SP sugere alternativa para caminhada de Lula e pede "bom senso"

Subprefeitura da Sé vetou o bloqueio da Avenida Paulista e indicou a Praça Roosevelt como local liberado para ato do PT

4 min

01/10/2026 15:38 • Atualizado há 23 dias

Prefeitura de SP sugere alternativa para caminhada de Lula e pede "bom senso"

A prefeitura de São Paulo barrou o bloqueio da Avenida Paulista nesta quinta-feira (1) para a realização de uma caminhada organizada pelo Partido dos Trabalhadores (PT), agendada para o próximo sábado (3), com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad.

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A administração municial recomendou evitar vias de grande fluxo como a Rua Augusta e sugeriu o uso da Praça Franklin Roosevelt para o evento de encerramento da campanha petista no primeiro turno.

A decisão foi formalizada pela subprefeitura da Sé. Em comunicado, a gestão do prefeito Ricardo Nunes atende a requisições diretas feitas pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) assinado pelo presidente do órgão, desembargador José Antonio Encinas Manfré.

Apelo ao "bom senso" e proibição na Paulista

No documento enviado ao diretório estadual do PT, a subprefeitura da Sé foi categórica quanto à impossibilidade de fechar a artéria financeira da capital. A medida é justificada pelo imperativo legal de resguardar o transporte de urnas e a mobilidade das equipes eleitorais no dia que antecede a votação.

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"O Tribunal Regional Eleitoral do Estado de São Paulo requisitou à prefeitura do município de São Paulo a adoção das providências necessárias para que a Avenida Paulista e seus acessos [...] sejam mantidos desimpedidos nos dias 3, 4, 24 e 25 de outubro de 2026, com o fim de evitar qualquer tipo de obstrução ao acesso e circulação de servidores, equipamentos, mesários, apoios logísticos e eleitores nos dias de votação e em suas vésperas".

A prefeitura reforçou que a restrição incide diretamente sobre o tráfego da via e eixos de integração. Diante disso, o órgão apelou ao entendimento das lideranças partidárias para evitar transtornos no entorno dos locais de votação.

"Pede-se especial atenção à requisição do TRE-SP, de modo que a 'caminhada' planejada para o dia 03 de outubro de 2026 não obstrua o acesso e a circulação da Avenida Paulista, devendo também ser evitada a Rua Augusta, haja vista se tratar de via de alto fluxo que dá acesso à referida Avenida e que em tais logradouros existem locais de votação (5ª Zona Eleitoral)".

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No trecho final do comunicado, a autoridade municipal reiterou "a supracitada impossibilidade de obstrução da Avenida Paulista e a necessidade de bom senso para que seja evitada a utilização de suas vias de acesso (Rua Augusta)".

Por outro lado, o documento deixa claro que o ato político em si não foi proibido. Para viabilizar a manifestação, a municipalidade apontou um espaço alternativo no centro da cidade. "Destaca-se, por outro lado, que a Praça Franklin Roosevelt e seu entorno ficam livres para a plena utilização do evento político".

As exigências do TRE-SP

O embasamento para a postura da prefeitura decorre do Ofício TRE-SP nº 1194/2026, enviado pelo presidente do Tribunal ao prefeito municipal. O órgão judiciário detalhou um plano logístico rigoroso para impedir congestionamentos ou interrupções na distribuição de urnas eletrônicas e deslocamento de pessoal.

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Entre as determinações da Justiça Eleitoral estão:

  • Desobstrução de vias: Garantia de que logradouros estratégicos e seus acessos permaneçam livres nos dias 3, 4, 24 e 25 de outubro.
  • Suspensão de feiras: Proibição de feiras tradicionais aos domingos de pleito, como a Feira Cultural Boliviana (Praça da Kantuta), a Feira do Leste Europeu (Vila Alpina) e a Feira do Rolo (Vila Sabrina).
  • Carga e descarga de urnas: Reserva e interdição de uma faixa de rolamento na Av. Vital Brasil (nº 695 a 711) para movimentação nos cartórios das zonas eleitorais locais.
  • Tráfego na Av. Paulista: Obrigatoriedade de manter a Avenida Paulista aberta para o trânsito normal de veículos no domingo de eleição, cancelando a edição do programa Ruas Abertas.

Divergências de trajeto e a reação do PT

O ofício da subprefeitura Sé expôs ainda desencontros sobre os trajetos apresentados pelo próprio partido em diferentes datas. O primeiro ofício encaminhado pelo PT em 26/09 previa que o ato começaria na Rua Augusta (altura do nº 1400) e terminaria na Praça Roosevelt, com instalação de palco e carro de som. No entanto, em reunião presencial realizada no dia 30/09 com forças de segurança e trânsito (PM, GCM, CET e SPTrans), representantes da legenda informaram que a concentração ocorreria na esquina da Paulista com a Alameda Ministro Rocha de Azevedo, às 10h, sem palco na praça. A prefeitura ressaltou que consideraria apenas os dados atualizados da reunião.

A decisão municipal gerou forte reação da campanha petista. Em nota oficial, o PT acusou a gestão de "criar confusão" e dar uma conotação política à legislação. O partido argumenta que a legislação eleitoral garante o direito de realizar caminhadas e carreatas na véspera da votação até as 22h, e sustenta que a requisição do TRE-SP sobre a Avenida Paulista diz respeito estritamente ao domingo de eleição.

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Apesar do veto, o diretório estadual do PT declarou que vai manter a caminhada neste sábado (3/10) com Lula e Haddad, prometendo recorrer a medidas jurídicas para assegurar o ato, cujo encerramento está previsto justamente na Praça Roosevelt.