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Previdência em jogo: quais são as propostas dos presidenciáveis para o tema

Nas eleições presidenciais de 2026, a Previdência Social está no centro do debate, com propostas que vão de novos ajustes fiscais a revogações de reformas

4 min

14/09/2026 09:00 • Atualizado há 41 dias

Previdência em jogo: quais são as propostas dos presidenciáveis para o tema

Nas eleições presidenciais de 2026, a Previdência Social está no centro do debate, com propostas que vão de novos ajustes fiscais a revogações de reformas recentes.

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De um lado, candidaturas de centro-direita e direita defendem medidas para reduzir gastos e ajustar regras de aposentadoria. De outro, o campo à esquerda propõe ampliar a proteção social e rever pontos centrais da Reforma da Previdência aprovada em 2019.

A seguir, veja uma comparação dos planos de governo referentes à Previdência Social.

Idade mínima e desindexação de benefícios

As propostas de corte, ajuste fiscal e sustentabilidade atuarial no longo prazo concentram-se nas campanhas de Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão).

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Romeu Zema defende a aprovação de uma reforma previdenciária definitiva que unifique as regras em todo o país, incluindo servidores de estados e municípios, trabalhadores rurais e militares. O núcleo da proposta é criar um mecanismo de reajuste automático da idade mínima de aposentadoria, calculado de forma matemática a partir do aumento da expectativa de vida da população brasileira.

Renan Santos propõe focar no equilíbrio das contas públicas por meio da aprovação da chamada PEC do Equilíbrio Fiscal, já protocolada no Congresso. O texto prevê a desindexação de todos os benefícios previdenciários e assistenciais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC), em relação ao salário mínimo.

Nesse modelo, esses pagamentos deixariam de acompanhar aumentos reais do mínimo e passariam a ser corrigidos estritamente pela inflação, com o argumento de poupar recursos e reduzir o engessamento do orçamento federal.

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Fim das filas do INSS e combate a fraudes

Flávio Bolsonaro (PL) concentra suas propostas previdenciárias na modernização da gestão e na segurança dos segurados do INSS.

Para zerar a fila de análise de aposentadorias e pensões, que já atingiu patamares considerados críticos, ele defende uma gestão profissional orientada a resultados, com investimentos em tecnologia e na digitalização de processos, por meio do aprimoramento da plataforma Meu INSS.

Na área de segurança financeira, o plano prevê reforçar o combate a irregularidades com duas linhas de ação principais.

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  • Reedição de um pacote nacional antifraude, nos moldes da Medida Provisória 871 de 2019, para exigir a revalidação anual obrigatória de quaisquer descontos associativos diretamente na folha de pagamento, coibindo cobranças de sindicatos ou entidades sem consentimento expresso;
  • Reformulação da governança do crédito consignado para beneficiários do INSS, com um sistema de dupla checagem digital que impede a averbação de empréstimos sem autorização prévia e auditada do segurado, protegendo idosos e pensionistas de abusos financeiros.

Revogação da reforma da Previdência

Em contraponto às propostas de ajuste, Lula (PT) foca no fortalecimento do regime público e na ampliação da base de contribuintes. O plano da chapa petista prevê concluir a modernização dos serviços digitais do INSS e reestruturar a base de financiamento do sistema, por meio da diversificação de fontes de custeio discutidas em mesas de diálogo social.

A principal inovação anunciada é a inclusão previdenciária de trabalhadores autônomos e de plataformas digitais, como motoristas e entregadores de aplicativos.

A ideia é criar mecanismos contributivos mais flexíveis para trajetórias de trabalho descontínuas, garantindo acesso a aposentadorias, auxílio-doença, proteção contra acidentes de trabalho, licença-maternidade e cobertura pelo SUS.

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À esquerda do PT, as candidaturas da Unidade Popular (UP), PSTU, PCB e PCO defendem uma ruptura com as regras atuais. Todas exigem a revogação imediata da Reforma da Previdência de 2019 e de contrarreformas anteriores, que, na avaliação desses partidos, retiraram direitos de trabalhadores ativos e aposentados.

  • Samara Martins (UP) coloca a revogação completa como prioridade trabalhista, com o objetivo declarado de devolver a dignidade à classe operária;
  • Hertz Dias (PSTU) defende a manutenção de uma previdência pública, solidária e universal, acompanhada da redução da idade mínima para aposentadoria e da valorização real de todos os benefícios, para recuperar perdas históricas;
  • O programa de Rui Costa Pimenta (PCO) propõe que o tempo máximo de trabalho seja reduzido, garantindo aposentadoria com no máximo 25 anos de serviço para mulheres e 30 anos para homens, além de cobrar dívidas previdenciárias de grandes empresas sob pena de expropriação;
  • A chapa de Edmilson Costa (PCB) apoia a revogação total das reformas e sugere que os fundos de previdência e de seguridade social passem a ser geridos por um banco estatal único, chamado Banco dos Trabalhadores, sob controle direto e democrático da classe operária.

Veja as propostas de cada candidato à Presidência da República nas Eleições 2026

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