Quaest: Paes tem 49% contra 40% de Ruas no Rio; Senado tem 3 empatados
Pesquisa estimulada que combina os votos para as duas vagas mostra Carlos Jordy com 17% das intenções ao Senado
Pesquisa Quaest divulgada neste sábado (3) mostra Eduardo Paes (PSD) à frente na disputa pelo governo do Rio de Janeiro, com 49% dos votos válidos, e indica Carlos Jordy (PL) como o candidato mais citado para o Senado, com 17% dos votos totais, em levantamento encomendado pela Globo realizado entre os dias 2 e 3 de outubro no estado.
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Paes lidera corrida ao governo
No cenário em que Anthony Garotinho (Republicanos) aparece na disputa, Paes registra 49% dos votos válidos para o governo do Rio de Janeiro. Douglas Ruas (PL) soma 40%, Garotinho tem 6% e os demais candidatos somam até 3%.
- Eduardo Paes (PSD): 49%
- Douglas Ruas (PL): 40%
- Anthony Garotinho (Republicanos): 6%
- William Siri (PSOL): 3%
- André Marinho (Novo): 1%
- Coronel Busnello (Missão): 1%
- Cyro Garcia (PSTU): 0%
- Juliete (UP): 0%
- Luan Monteiro (PCO): 0%
Nesse recorte, a diferença entre Paes e Ruas é de 9 pontos percentuais.
Cenário sem Garotinho
A Quaest também simulou um cenário sem Garotinho, cuja candidatura foi indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ). Nesse caso, Paes sobe para 51% dos votos válidos, e Ruas vai a 43%.
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- Eduardo Paes (PSD): 51%
- Douglas Ruas (PL): 43%
- William Siri (PSOL): 3%
- André Marinho (Novo): 1%
- Coronel Busnello (Missão): 1%
- Juliete (UP): 1%
- Cyro Garcia (PSTU): 0%
- Luan Monteiro (PCO): 0%
William Siri mantém 3%, André Marinho e Coronel Busnello têm 1% cada, e Juliete, Cyro Garcia e Luan Monteiro aparecem com até 1%.
Situação de Garotinho e metodologia dos votos válidos
Garotinho recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar reverter a decisão que barrou sua candidatura ao governo do estado. Por isso, a pesquisa apresenta cenários com e sem o ex-governador.
O cálculo de votos válidos usado pela Quaest exclui brancos e nulos e leva em conta o padrão e o perfil de comparecimento eleitoral no Rio de Janeiro. Segundo o instituto, o método considera os eleitores com maior propensão a votar.
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Jordy lidera disputa pelo Senado
Na disputa pelo Senado, a pesquisa estimulada que combina os votos para as duas vagas mostra Carlos Jordy com 17% das intenções. Carlos Portinho (PL) e Benedita da Silva (PT) aparecem empatados com 16% cada - os três estão em empate técnico, dentro da margem de erro.
Na sequência, Pedro Paulo (PSD) tem 10%, Marcelo Crivella (Republicanos) soma 9% e Monica Benicio (PSOL) registra 6%. Os demais candidatos somam até 2%, enquanto 6% dos entrevistados estão indecisos e 18% declaram voto em branco, nulo ou que não pretendem votar.
- Carlos Jordy (PL): 17%
- Carlos Portinho (PL): 16%
- Benedita da Silva (PT): 16%
- Pedro Paulo (PSD): 10%
- Marcelo Crivella (Republicanos): 9%
- Monica Benicio (PSOL): 6%
Em relação ao levantamento anterior da Quaest, Jordy, Portinho e Benedita oscilam de 15% para 16% ou 17%, enquanto Pedro Paulo e Crivella vão de 7% para 10% e 9%, respectivamente. As variações ocorrem dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais.
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Primeiro e segundo votos para o Senado
Nas eleições de 2026, cada estado e o Distrito Federal elegem dois senadores, o que renova 54 das 81 cadeiras do Senado. Por isso, a pesquisa separa as intenções de voto para a primeira e para a segunda vaga.
No primeiro voto, Benedita da Silva lidera com 26%, seguida por Jordy, com 22%, e Portinho, com 14%.
- Benedita da Silva (PT): 26%
- Carlos Jordy (PL): 22%
- Carlos Portinho (PL): 14%
- Marcelo Crivella (Republicanos): 9%
- Pedro Paulo (PSD): 7%
- Monica Benicio (PSOL): 3%
No segundo voto, Carlos Portinho aparece com 18%, enquanto Jordy e Pedro Paulo têm 12% cada. Marcelo Crivella e Monica Benicio registram 10%.
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- Carlos Portinho (PL): 18%
- Carlos Jordy (PL): 12%
- Pedro Paulo (PSD): 12%
- Marcelo Crivella (Republicanos): 10%
- Monica Benicio (PSOL): 10%
Os demais nomes somam poucos pontos, e parte dos entrevistados declara voto em branco ou nulo ou diz não saber em quem votar para uma das vagas.
Espontânea, indecisos e candidaturas indeferidas
Na pesquisa espontânea para o Senado, quando os nomes não são apresentados aos entrevistados, 40% dos eleitores dizem estar indecisos, percentual inferior aos 79% registrados no levantamento anterior.
Já na pesquisa estimulada, a lista de candidatos é mostrada, e cada entrevistado responde em quem pretende votar para a primeira vaga e, em seguida, para a segunda. Os resultados finais consideram as menções para as duas vagas em um total que soma 100% das intenções de voto, mantendo a proporção entre candidatos, brancos, nulos e indecisos.
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As candidaturas de André Monteiro e Comandante Ribeiro Afonso, ambos do partido Democrata, foram indeferidas pela Justiça Eleitoral e, por isso, não aparecem nos resultados a partir de 23 de setembro.
Como foi feita a pesquisa
A pesquisa Quaest foi contratada pela Globo e ouviu 3.204 eleitores de 16 anos ou mais em todo o estado do Rio de Janeiro entre os dias 2 e 3 de outubro de 2026.
A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo RJ-03032/2026.
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Como funciona uma pesquisa eleitoral
As sondagens de intenção de voto seguem critérios estatísticos para representar a composição do eleitorado nacional por renda, escolaridade, idade e região. Entender a metodologia, as amostras e o financiamento dos levantamentos é essencial para acompanhar o cenário político, sendo possível verificar como funcionam as pesquisas eleitorais e quem paga por elas.
Como identificar pesquisas falsas
Com a proximidade do pleito, a circulação de levantamentos não registrados ou adulterados tende a aumentar nas redes sociais. Para evitar desinformação, é fundamental consultar o registro oficial no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e saber como identificar pesquisas eleitorais falsas antes de compartilhar dados sobre a disputa.
