Reeleito, Tarcísio diz que reeleição 'está fazendo mal para o Brasil'
Governador reeleito de São Paulo defendeu mudanças no sistema político e citou voto distrital como uma das alternativas
O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta segunda-feira (5) que a possibilidade de reeleição “está fazendo mal para o Brasil”. Em entrevista à BandNews TV, ele defendeu uma reforma política e disse que o país precisa discutir mudanças no sistema de representação.
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“Acho que a reeleição tá fazendo mal para o Brasil, é um dos pontos da reforma política, mas tem outros importantes”, afirmou Tarcísio. O governador citou o voto distrital como uma das medidas que poderiam ser discutidas. Segundo ele, também é necessário avaliar o modelo de financiamento das campanhas e a forma de aproximar os eleitores das decisões políticas.
Tarcísio diz que é cedo para falar de 2030
A declaração ocorreu após o governador ser questionado sobre a possibilidade de mudanças políticas a partir de 2030 e sobre a afirmação de Flávio Bolsonaro de que, caso seja eleito presidente, pretende cumprir apenas um mandato.
Tarcísio evitou projetar sua atuação para a próxima eleição presidencial e afirmou que o foco deve estar no segundo mandato no governo de São Paulo. “Tá muito cedo para falar de eleição em 2030, o foco tem que ser o estado de São Paulo”, disse.
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Segundo Tarcísio, o governo estadual deve concentrar esforços na execução das políticas previstas para os próximos quatro anos. Ele também afirmou que pretende atuar, dentro das possibilidades do estado, para apoiar o eventual governo de Flávio Bolsonaro.
Governador defende mudanças na representação política
Além da reeleição, Tarcísio citou outros pontos que, na avaliação dele, deveriam fazer parte de uma reforma política. Entre eles estão a representatividade dos partidos, a relação dos eleitores com os territórios e o modelo de financiamento das campanhas.
“A gente tem que começar a pensar na representatividade orgânica, a gente tem que pensar no vínculo das pessoas com os territórios. E aí eu me refiro, por exemplo, ao voto distrital”, afirmou.
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Para o governador, a discussão deve considerar também como aproximar as decisões políticas das necessidades do país. Tarcísio disse ainda que o interesse nacional deve estar acima de interesses individuais. “A gente tem que pensar é como conectar o Brasil que produz as decisões políticas”, declarou.
