Política

Ex-marqueteiro de Flávio diz que repasse para 'Dark Horse' é 'regular'

A Polícia Federal afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o ex-marqueteiro de Flávio Bolsonaro (PL) repassou R$ 1 milhão para a empresa produtora do

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10/09/2026 19:23 • Atualizado há 3 dias

Ex-marqueteiro de Flávio diz que repasse para 'Dark Horse' é 'regular'

A Polícia Federal afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o ex-marqueteiro de Flávio Bolsonaro (PL) repassou R$ 1 milhão para a empresa produtora do filme "Dark Horse", que narra a vida política de Jair Bolsonaro (PL). Segundo a PF, o Conselho de Atividade Financeira (Coaf) encontrou "movimentações consideradas atípicas" em contas correntes da empresa entre novembro e dezembro de 2025.

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Marcello de Oliveira Lopes negou, em nota enviada nesta quinta-feira (10), que o valor repassado é irregular. Segundo a PF, dados do Conselho de Atividade Financeira (Coaf) apontam "movimentações consideradas atípicas" em contas correntes da empresa Go Up Entertainment, produtora do filme, entre novembro de 2025 e dezembro de 2025.

O documento do Coaf citado na decisão do ministro Flávio Dino indica que a companhia registrou uma movimentação financeira de R$ 19 milhões no intervalo investigado, dividida entre R$ 8,9 milhões em créditos e R$ 10 milhões em débitos. Dentre as principais transferências realizadas, destacam-se os valores destinados a Lopes e ao deputado Mario Frias.

Segundo a Polícia Federal, os principais remetentes de recursos para a empresa foram a Moneycorp Banco de Câmbio S.A., com R$ 3.920.976,40 enviados; a GO7 Assessoria, Produção e Marketing Cultural Eireli, responsável por R$ 2.614.000 em transferências; Marcello de Oliveira Lopes, que repassou R$ 1.000.000; a NTT Brasil Ltda., com o envio de R$ 750.000,00; e o deputado federal Mario Frias, que transferiu R$ 645.400.

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Outro lado

O ex-assessor de Flávio afirmou em nota que o valor repassado "refere-se exclusivamente a um investimento privado" que realizou na produção de "Dark Horse" enquanto investidor. Ele afirmou que o investimento foi feito com recursos próprios "de forma regular, diretamente da minha conta, dentro da legalidade e devidamente formalizado".

"Trata-se de uma operação de natureza estritamente empresarial e vinculada ao projeto cinematográfico", ressaltou Lopes, que se colocou à disposição para prestar esclarecimentos e contribuir com as autoridades.

Lopes é apontado como o terceiro maior financiador do filme pela PF. O deputado federal Mario Frias, autor das emendas, também enviou recursos sob suspeita dos investigadores. Frias se pronunciou nesta quinta e negou irregularidades.

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A PF conduziu hoje uma operação para investigar se emendas parlamentares foram desviadas pra bancar o filme. A empresária e produtora de "Dark Horse" Karina Gama também foi alvo das buscas.

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