"Flávio quer ser Guaidó, um governo paralelo do Brasil nos EUA", diz Aldo
Ex-ministro comparou as pretensões de Flávio nos EUA com o caso do líder oposicionista venezuelano
O ex-ministro Aldo Rebelo afirmou, em entrevista ao programa Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes, nesta quarta-feira (28), que o senador Flávio Bolsonaro (PL) tenta se colocar como uma espécie de líder de um "governo paralelo" no exterior. Segundo ele, "Flávio quer ser Guaidó, um governo paralelo do Brasil nos EUA", ao comparar o movimento do parlamentar com o caso do venezuelano Juan Guaidó.
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Líder oposicionista venezuelano, Juan Guaidó presidia a Assembleia Nacional em janeiro de 2019 quando se autoproclamou presidente interino da Venezuela. Ele se baseou no artigo 233 da Constituição do país após o Legislativo declarar vago o cargo do Executivo, por considerar ilegítima e fraudulenta a reeleição de Nicolás Maduro. Com isso, Guaidó assumiu a chefia de Estado interina com o objetivo declarado de convocar novas eleições presidenciais livres e recebeu o reconhecimento diplomático de dezenas de países, entre eles Estados Unidos e Brasil.
Durante a conversa, Aldo, que ocupou os ministérios da Defesa, Ciência e Tecnologia, Esporte e Coordenação Política nos governos Lula e Dilma, mas que apoiou Flávio na eleição presidencial contra Lula, disse que a ideia de constituir um núcleo de poder fora do país remete à estratégia adotada na Venezuela.
"E imaginar que nos Estados Unidos vai se constituir um governo paralelo. Um governo paralelo de quê? Qual é o governo paralelo? É um Guaidó? O que é que virou o Guaidó, o pretenso governo paralelo da Venezuela? Nada", disse Horas depois, Flávio fez o mesmo movimento de Guaidó, sete anos depois, e divulgou carta, já fora do país, em que se autoproclamou o "verdadeiro presidente eleito do Brasil". O senador também alegou ter sido vítima de "fraude no segundo turno das eleições presidenciais". Para Aldo, o caminho da oposição é se organizar após o vácuo de poder deixado com a saída de Flávio. "Eu acho que, no Brasil, a oposição tem que se organizar, porque a economia do país está em processo de destruição. Na América do Sul, quem ficou feliz com a vitória do atual governo é o Paraguai porque vai receber, naturalmente, uma enxurrada de investimentos, de empresas. A China também vai receber, a Guiana também vai receber. Provavelmente, os Estados Unidos também receberão investimentos, investidores do Brasil. Então haverá essa fuga, infelizmente haverá, eu não festejo nem celebro, estou falando da realidade que já está acontecendo em nosso país, a insegurança, a incerteza", disse o ex-ministro.
