Política

Marco Aurélio Mello avalia inquérito sobre Moraes e Vorcaro: 'Muito grave'

Ex-ministro cobra apuração rigorosa e adota cautela após revelações envolvendo investigações no Supremo Tribunal Federal

2 min

01/09/2026 18:25 • Atualizado há 9 horas

Marco Aurélio Mello avalia inquérito sobre Moraes e Vorcaro: 'Muito grave'

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello afirmou nesta terça-feira (1) que o momento exige temperança e aguarda dos desdobramentos institucionais diante das recentes revelações de investigações envolvendo a troca de mensagens entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. Em entrevista exclusiva à BandNews TV, o magistrado destacou a gravidade dos fatos divulgados, mas ressaltou que as instituições precisam funcionar plenamente para garantir a correção de rumos.

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A gravidade das revelações e a preservação do STF

Segundo a avaliação de Marco Aurélio Mello, as informações reveladas são muito graves e geram perplexidade geral. O ex-ministro enfatizou que os integrantes da Corte, assim como ele próprio esteve no passado, estão de passagem, enquanto a instituição é perene, exigindo máxima preservação por ser o último reduto da cidadania.

Os fatos realmente são muito graves e todos nós estamos perplexos. Agora, o que se precisa compreender é que os integrantes do tribunal, como eu próprio estive, são de passagem, e a instituição é perenne, pontuou Marco Aurélio Mello.

Questionamentos sobre condutas e o papel do PGR

Durante a entrevista, o ex-ministro também comentou a situação envolvendo o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e mensagens atribuídas a investigados que citam tratativas com autoridades. Para Marco Aurélio Mello, caso os fatos sejam verdadeiros, eles revestem-se de extrema gravidade e merecem a devida apuração sob o rigor do figurino legal e constitucional.

O ex-magistrado frisou que a presunção constitucional é a de não culpabilidade e que a culpa deve ser devidamente formalizada. Além disso, reafirmou a importância de se respeitar a independência jornalística e assegurar que as apurações sigam sem atropelos ou julgamentos prévios precipitados.

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