Política

Marco Rubio diz que EUA não ajudaram Flávio Bolsonaro a fugir do Brasil

Secretário de Estado dos EUA diz que país não está 'envolvido diretamente'

3 min

31/10/2026 15:41 • Atualizado há 1 hora

Marco Rubio diz que EUA não ajudaram Flávio Bolsonaro a fugir do Brasil

Flávio Bolsonaro e família desembarcam nos EUA

Eva Marie Uzcategui/Reuters

O Secretário de Estado dos Estados Unidos Marco Rubio negou neste sábado (31) que o país ajudou Flávio Bolsonaro (PL) a fugir do Brasil. Ele falou do caso para jornalistas em uma coletiva de imprensa em Atlanta, antes da realização das reuniões do G20.

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"Não facilitamos nada. Ouvimos que ele chegaria nos Estados Unidos. Ele tinha visto e o presidente Donald Trump decidiu permitir a entrada dele", afirmou Rubio. De acordo com jornais argentinos e norte-americanos, Flávio teria tido apoio do país para escapar do Brasil por Puerto Iguazú, na Argentina.

Neste sábado, uma reportagem do Clarín detalhou um verdadeiro esquema de filme de ação para supostamente conseguir acobertar a ida de Flávio Bolsonaro, sua esposa, Fernanda Bolsonaro, e as filhas aos Estados Unidos. Eles desembarcaram em Miami na quarta-feira (28), três dias depois de Flávio perder a disputa presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Marco Rubio nega ajuda dos EUA em fuga de Flávio

"Não estamos envolvidos em nenhum dos arranjos que ele fez em termos de sair do país. Ao menos o governo dos Estados Unidos não está envolvido diretamente em nenhum dos movimentos que ele fez", reforçou Rubio aos jornalistas. "Foi o que aconteceu."

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A afirmação vem na esteira de um questionamento de integrantes do Congresso norte-americano sobre o quanto o governo Trump estaria envolvido no plano de fuga de Flávio.

Jornal argentino detalha suposto plano de fuga de Flávio

De acordo com publicações da imprensa com base em relatos jornalísticos internacionais, o plano de fuga de Flávio Bolsonaro envolveu uma complexa logística com o uso de veículos camuflados e com placas especiais para despistar perseguidores e evitar bloqueios no Brasil e na Argentina.

Além disso, há relatos da decolagem de múltiplos jatos simultaneamente rumo aos Estados Unidos, incluindo uma escala no Equador, para despistar e dificultar a identificação da aeronave em que a família viajava.

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A operação também teria contado com o suposto envolvimento e apoio de representantes dos governos americano e argentino ao longo do trajeto, gerando questionamentos e pedidos de esclarecimentos a autoridades dos EUA.

Outras reportagens publicadas pelos jornais norte-americanos The New York Times e The Wall Street Journal destacam que o estrategista político americano Jason Miller, assessor de comunicação de Trump, teria ajudado a conseguir o avião particular que levou Flávio e a família.

Dono de avião diz ter recebido R$ 800 mil

O empresário argentino Luis Grande, dono da empresa Baires Fly, afirmou ter recebido US$ 150 mil (cerca de R$ 800 mil) pelo fretamento do jato executivo Gulfstream G400 utilizado na viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos.

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De acordo com Grande, o pagamento partiu de uma conta bancária norte-americana e foi intermediado por um negociador que vive no país há dez anos, embora a identidade do contratante final não tenha sido revelada. Paralelamente, veículos de imprensa dos EUA apontam que a logística foi providenciada por Miller.