
Fachin prorroga prazo de suspensão da desoneração
Nelson Jr./ STF
O ministro Luiz Edson Fchin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), reafirmou nesta segunda-feira (3) o papel da Corte como guardiã da Constituição diante das pressões externas e do escrutínio público.
No retorno após o recesso, Fachin disse que a força do STF não deve ser medida pela ausência de questionamentos, mas sim por sua capacidade de conviver com o debate público sem perder a "serenidade necessária ao exercício da função jurisdicional".
Um tribunal constitucional que decide sobre temas de grande repercussão social há de aceitar, como natural, que suas decisões sejam debatidas, analisadas e, por vezes, contestadas pela opinião pública. --Edson Fachin
Segundo dados fornecidos na abertura da sessão, mesmo com o recesso, o Tribunal manteve atividade sob a presidência interina do Ministro Alexandre de Moraes. Entre os dias 2 e 31 de julho, foram proferidas 245 decisões e 921 despachos, com um total de 1.263 processos concluídos.
Desafios e transparência para o futuro
Para o semestre que se inicia, Fachin assumiu o compromisso de enfrentar desafios crônicos, como a duração dos processos e a necessidade de uma comunicação mais clara com a sociedade. O plano de gestão inclui investimentos contínuos em tecnologia processual e na produção sistemática de dados para aumentar a previsibilidade das decisões e a confiança da população na Corte.
O encerramento do discurso trouxe ainda uma nota de urgência social, mencionando o "Pacto Brasil" pelo enfrentamento do feminicídio, firmado entre os Três Poderes na semana em que a Lei Maria da Penha completa 20 anos. Com a reabertura oficial dos trabalhos, o STF sinaliza que seguirá focado em ser uma instituição "digna do encargo que a Constituição a ela incumbiu".
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:

