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Alckmin deve ser escalado para conversas entre Brasil e EUA sobre tarifaço

Há expectativa de reunião nesta terça-feira (2) pra definir o posicionamento do Brasil e estratégias pra tentar reverter a decisão americana

Thayane Melo
THAYANE MELO

02/06/2026 • 08:26 • Atualizado em 07/06/2026 • 01:19

Bastidores de Brasília
Geraldo Alckmin

Geraldo Alckmin

Tânia Rêgo/Agência Brasil

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) deve ser escalado para direcionar as conversas entre o Brasil e os Estados Unidos sobre possível novo tarifaço contra produtos brasileiros.

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A reportagem apurou que há expectativa de reunião nesta terça-feira (2) para definir o posicionamento do governo brasileiro e para definir estratégias pra tentar reverter a decisão de Washington após a conclusão da investigação do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês).

O órgão do governo Trump considerou "determinados atos, políticas e práticas" do Brasil como "irracionais" e que "sobrecarregam e restringem" o comércio americano. A decisão, divulgada nesta segunda-feira (1º), sugere a aplicação de uma tarifa de 25% sobre os produtos brasileiros, com exceções.

Em comunicado, o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, disse que teve "reuniões construtivas" com o governo brasileiro, mas continua a ter "diferenças substanciais na resolução das questões identificadas nesta investigação".

Uma audiência será realizada pelo USTR em 6 de julho, e uma decisão final será tomada pelo governo americano no dia 15 de julho. Greer afirmou que pretende continuar em contato com o governo brasileiro até lá. A decisão é resultado da investigação aberta em julho de 2025 contra o país.

A lista de produtos livres da taxação adicional tem 73 páginas e traz itens que já foram isentados do tarifaço americano no ano passado, como aviões, suco de laranja e café.

A investigação foi respaldada pela Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 e tratou de práticas brasileiras relacionadas a comércio digital e serviços de pagamento eletrônico, tarifas "injustas e preferenciais", medidas anticorrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal.

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