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Bolsonaro deixa hospital após cirurgia e terá 'avaliação quase diária'

Ex-presidente seguirá em prisão domiciliar enquanto se recupera de operação no ombro

Da redação
DA REDAÇÃO

04/05/2026 • 14:52 • Atualizado em 04/05/2026 • 14:52

Bolsonaro em prisão domiciliar

Bolsonaro em prisão domiciliar

Adriano Machado/Reuters

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu alta nesta segunda-feira (4) após a cirurgia no ombro a que foi submetido na última sexta-feira (1º). Ele deixou o hospital no início da tarde, sem falar com a imprensa.

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O médico Brasil Caiado, que tem cuidado do ex-presidente, afirmou que a lesão no ombro direito de Bolsonaro é resultado de evento relativamente recente e que poderia ser provocado pela queda sofrida por ele na Superintendência da Polícia Federal, onde cumpria pena.

“Uma lesão muito antiga tende a fibrosar, endurecer o músculo, e a dele não estava assim. Então sugere que foi um evento relativamente recente”, afirmou a jornalistas, na frente do Hospital DF Star, logo após a alta de Bolsonaro.

Caiado ainda falou sobre a possibilidade de o ex-presidente ter que retornar à superintendência da PF antes do período de recuperação estimado pelos médicos. “O ambiente em que ele estará pode ajudar ou não”, afirmou ele.

Em março, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre Moraes concedeu a prisão domiciliar por motivos humanitários pelo período de 90 dias, após internação de Bolsonaro por broncopneumonia. Os médicos, no entanto, estimam que a recuperação completa da cirurgia no ombro levará de seis a nove meses.

O médico afirmou nesta segunda-feira que fará uma “avaliação quase diária” nesse momento, e só mais pra frente poderá dar mais detalhes sobre a recuperação de Bolsonaro.

Cirurgia no ombro

A defesa do ex-presidente protocolou o pedido para a cirurgia no STF indicando a necessidade de correção de problemas ortopédicos no ombro direito. A cirurgia foi para reparação do manguito rotador e lesões associadas, conforme laudo médico.

O relatório que embasou o pedido aponta que as principais queixas do paciente são dores recorrentes e intermitentes no ombro direito, tanto em repouso quanto durante movimentos do membro superior direito.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão em regime fechado em setembro do ano passado, após ser considerado culpado de liderar uma tentativa de golpe de Estado.