
49 mil dólares apreendidos em hotel de luxo
Divulgação/PF
O comentarista Cláudio Humberto analisou as investigações da Polícia Federal que envolvem o senador Jaques Wagner e o Banco Master. A declaração do analista surge no mesmo dia em que a corporação cumpriu mandados relacionados ao parlamentar, apontando novas suspeitas sobre suas relações institucionais e financeiras.
Para o colunista da BandNews TV, as decisões tomadas durante a gestão do petista no governo da Bahia ligam diretamente o seu nome ao crescimento dos negócios da instituição financeira. “O senador Jaques Wagner está no começo de tudo. Ele era governador quando passou ao Banco Master o Credicesta, que era aquele programa de crédito em compras de supermercados, etc., que acabou evoluindo para crédito consignado. Essa que é a fonte da fortuna de Daniel Vorcaro”, disse.
"Depois, com as taxas cobradas muito abusivas, consideradas abusivas pelos servidores públicos que recorriam ao consignado no estado da Bahia. Muitos começaram então a migrar para outras instituições financeiras, aquela história da portabilidade, procurando bancos que pudessem com os quais pudessem negociar taxas melhores sobre aqueles que tinham aqueles empréstimos contraídos por meio do Banco Master. E aí o que é que fez o então governador Rui Costa, sucessor de Jaques Wagner e ministro do governo Lula até poucos dias atrás? Baixou um decreto proibindo a portabilidade. Isso acabou viabilizando, de uma vez por todas, essa fonte da fortuna de Daniel Vorcaro", completou
Investigação e relógios apreendidos
A Polícia Federal deflagrou a operação para apurar as suspeitas de irregularidades financeiras. Durante as buscas em hotéis de luxo e endereços vinculados, os agentes realizaram a apreensão de malotes de dinheiro e bens de alto valor de Jaques Wagner.
O jornalista chama a atenção para o padrão de vida e para o valor dos objetos recolhidos pela PF na residência do parlamentar. "Ele mora num lugar em Salvador chamado Corredor da Vitória. Senão o mais caro, é um dos mais caros metros quadrados do país. O valor do apartamento, R$ 2,5 milhões, é um valor irrisório comparado ao apartamento onde vive, essa quantia não é muito significativa. Eu prestaria mais atenção nos relógios, nos 13 relógios que foram apreendidos pela PF. Já há uma versão atribuída ao senador no sentido de que os relógios são cópias, mas é preciso verificar. As fotos que foram divulgadas desses relógios e do dinheiro apreendido pela PF não são fotos de muito boa qualidade."
Análise do especialista em relojoaria
Cláudio Humberto revela que buscou orientação técnica para avaliar as imagens dos bens que foram confiscados pela operação policial. Ele avalia que o valor real do lote de relógios pode mudar completamente os rumos e a gravidade do caso.
“Eu consultei um especialista em relojoaria que desconfia que pelo menos dois deles são relógios muito mais caros do que isso, que custaria cada um deles 10 vezes mais que esse valor em dinheiro que foi apreendido. Então, seria interessante prestar atenção nesses relógios. Se forem desses relógios caríssimos que custam 100 mil dólares, 200 mil dólares, ou até muito mais do que isso, que são os preços praticados pelas principais marcas da Suíça. Aí sim a coisa a coisa fica complicada pro lado do senador".
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