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Fernanda Machiavelli assume Ministério do Desenvolvimento Agrário

Presidente Lula confirmou a troca durante conferência em Brasília; o atual ministro deixa o cargo para disputar as eleições de outubro

Da redação
DA REDAÇÃO

24/03/2026 • 21:22 • Atualizado em 24/03/2026 • 21:22

Fernanda Machiavelli é nova ministra do Desenvolvimento Agrário

Fernanda Machiavelli é nova ministra do Desenvolvimento Agrário

Fernando Frazão/Agência Brasil

A secretária-executiva do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Fernanda Machiavelli, assumirá o comando da pasta nos próximos dias. O anúncio foi realizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na noite desta terça-feira (24), durante a 3ª Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário (CNDRSS), em Brasília. Machiavelli substitui Paulo Teixeira, que se afasta do cargo para disputar as eleições para deputado federal.

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A substituição atende ao prazo de desincompatibilização exigido pela legislação eleitoral, que termina em 4 de abril, seis meses antes do pleito. Segundo o presidente, a escolha de uma servidora que já atua na pasta visa garantir a continuidade dos projetos.

"Estou tomando todo o cuidado para manter no governo as pessoas que já trabalham no governo e que já conhecem a máquina", afirmou Lula, ressaltando a confiança na capacidade técnica da nova ministra.

Perfil técnico e balanço da gestão

Fernanda Machiavelli é servidora pública de carreira no cargo de especialista em políticas públicas e gestão governamental. Formada em ciências sociais pela Universidade de São Paulo (USP), onde também concluiu mestrado e doutorado, ela ocupa a secretaria-executiva do MDA desde o início do atual mandato, em 2023. A expectativa é que ela permaneça à frente do ministério pelos próximos nove meses.

Durante o evento, o presidente Lula apresentou um balanço das ações voltadas à agricultura familiar e reforma agrária:

  • Desenrola Rural: Renegociou dívidas de 507 mil agricultores, totalizando R$ 23 bilhões.
  • Plano Safra: Registrou um milhão de operações, com R$ 37 bilhões já contratados.
  • Áreas Quilombolas: Concessão de 32 títulos e assinatura de 60 decretos, beneficiando 10,1 mil famílias.
  • Reforma Agrária: O assentamento de beneficiários alcançou 234 mil famílias nos últimos três anos.

Soberania e cenário internacional

Além das questões setoriais, o presidente abordou temas de soberania nacional e política externa. Lula criticou a ascensão de grupos de extrema-direita e o aumento de conflitos armados ao redor do mundo, classificando o momento atual como o de maior instabilidade desde a Segunda Guerra Mundial.

Em relação aos recursos naturais, o presidente enfatizou que as "terras raras" e minerais críticos presentes no território brasileiro são propriedade do povo e fundamentais para a soberania nacional. Ele informou a criação de um conselho especial para gerir esses ativos, reforçando que o Brasil manterá o controle sobre suas riquezas diante da cobiça estrangeira.

Com informações da Agência Brasil