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Governo conclui exoneração de 16 ministros para eleições

Saídas atendem prazo legal até 4 de abril; mudanças atingem primeiro escalão

Por Redação
REDAÇÃO

03/04/2026 • 14:44 • Atualizado em 03/04/2026 • 14:44

Reunião ministerial

Reunião ministerial

© Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva concluiu o processo de exoneração de ministros e ministras que devem disputar as eleições gerais deste ano. Ao todo, 16 integrantes do primeiro escalão deixaram seus cargos para cumprir a exigência de desincompatibilização prevista na legislação eleitoral.

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A medida atende ao prazo legal, que se encerra em 4 de abril — seis meses antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. A regra, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), busca evitar o uso da máquina pública em benefício de candidaturas, garantindo equilíbrio na disputa.

Além das exonerações, o governo promoveu ajustes na Esplanada. O ministro André de Paula foi remanejado do Ministério da Pesca e Aquicultura para o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), substituindo Carlos Fávaro, que deve disputar o Senado.

As mudanças fazem parte de uma reconfiguração mais ampla no governo. A maior parte das vagas deixadas por ministros tem sido ocupada por secretários-executivos das próprias pastas, mantendo a continuidade administrativa. Entre os nomes que deixaram o governo estão também Fernando Haddad, que deve concorrer ao governo de São Paulo, e Simone Tebet, cotada para o Senado.

Outras saídas relevantes incluem a de Geraldo Alckmin, que deve repetir a candidatura a vice-presidente na chapa de Lula, e de Gleisi Hoffmann, que pretende disputar uma vaga no Senado. Em alguns casos, os substitutos ainda não foram oficialmente definidos.

A desincompatibilização é obrigatória para ocupantes de cargos no Executivo que pretendem disputar eleições. O não cumprimento do prazo pode resultar em inelegibilidade, conforme a legislação vigente.