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Quase metade dos ministros deixa governo para disputar eleições em 2026

Até o momento, 18 dos 38 chefes de pastas abandonaram os cargos no Executivo; prazo de desincompatibilização termina neste sábado (4)

4 min

03/04/2026 07:00 • Atualizado há 205 dias

Quase metade dos ministros deixa governo para disputar eleições em 2026

Quase metade dos ministros do Governo Federal deixaram seus cargos para disputar as eleições de outubro. Até esta quinta-feira (2), 18 dos 38 ministros saíram de seus postos no Executivo para concorrer a vagas no pleito, respeitando o prazo previsto para a desincompatibilização de cargos públicos.

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A desincompatibilização é uma exigência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a quem ocupa cargos como ministro de Estado, governadores e prefeitos que desejem concorrer a novos postos.

A regra fixa que qualquer concorrente renuncie ao cargo no prazo de até seis meses antes do pleito – marcado para 4 de outubro deste ano. A única exceção é para quem concorre à reeleição, situação em que o afastamento não é necessário.

A advogada Patricia Schüler Fava explica que norma busca evitar o uso da máquina pública para obter abuso de poder político e econômico.

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Ao se afastar da função, o candidato deixa de ter acesso à visibilidade do cargo, o que impede o uso desses elementos em benefício próprio na campanha.

A especialista lembra que caso a candidata ou o candidato não renuncie ou peça afastamento de suas funções nos prazos legais, a consequência é a inelegibilidade.

Patricia ressalta que a legislação estende a desincompatibilização a outras categorias, incluindo servidores públicos, militares, magistrados, dirigentes sindicais e até apresentadores de TV e rádio com grande exposição pública. Os prazos de afastamento variam entre três, quatro ou seis meses, dependendo da função ocupada e do cargo pretendido.

Nesta mesma data, fecha o prazo para que os futuros candidatos estabeleçam domicílio eleitoral na circunscrição onde pretendem disputar a eleição. O domicílio é definido pelo vínculo residencial, profissional ou afetivo com o município.

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Quem são os ministros que saíram

A lista de saídas abrange nomes de destaque em diversas áreas do governo. Fernando Haddad (PT) deixou a Fazenda para concorrer ao governo de São Paulo, enquanto Geraldo Alckmin (PSB) saiu da pasta de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços para concorrer à vice-presidência na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

No setor econômico e social, Simone Tebet (PSB) deixou o Planejamento para disputar o Senado por São Paulo.

Já Marina Silva (Rede) saiu do Meio Ambiente e Mudança do Clima, com expectativa de concorrer também ao Senado paulista.

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Também se afastaram do cargo:

  • Carlos Fávaro (PSD, Agricultura): disputará o Senado pelo Mato Grosso;
  • Paulo Teixeira (PT, Desenvolvimento Agrário): buscará a reeleição como deputado federal por São Paulo;
  • Macaé Evavaristo (PT, Direitos Humanos): tentará a reeleição como deputada estadual por Minas Gerais;
  • André Fufuca (PP, Esporte): disputará o Senado pelo Maranhão;
  • Sônia Guajajara (PSOL, Povos Indígenas): tentará a reeleição como deputada federal por São Paulo;
  • Silvio Costa Filho (Republicanos, Portos e Aeroportos): tentará a reeleição como deputado federal por Pernambuco;
  • Renan Filho (MDB, Transportes): concorrerá ao governo de Alagoas;
  • Rui Costa (PT, Casa Civil): disputará o Senado pela Bahia;
  • Camilo Santana (PT, Educação): disputará o governo do Ceará ou uma vaga no Senado;
  • Waldez Góes (PDT, Integração e Desenvolvimento Regional): disputará o Senado pelo Amapá;
  • Jader Filho (MDB, Cidades): disputará uma vaga de deputado federal pelo Pará;
  • Anielle Franco (PT, Igualdade Racial): disputará uma vaga de deputado federal pelo Rio de Janeiro;
  • Gleisi Hoffmann (PT, Relações Institucionais): disputará o Senado pelo Paraná;
  • Márcio França (PSB, Empreendedorismo): deve disputar o Senado por São Paulo ou apenas ajudar na campanha de Haddad pelo governo estadual.

Nesta quinta (2), um nome cotado para sair da Esplanada mudou de ideia: Wolney Queiroz, da Previdência, atendeu um pedido de Lula e ficará no cargo até o fim do governo.

Dos restantes, pelo menos mais dois já tem suas saídas garantidas:

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  • Sidônio Palmeira, deixará a Secretaria de Comunicação Social para trabalhar na campanha de Lula e
  • Jorge Messias, que ocupa a Advocacia-Geral da União e, se tudo sair como o Planalto espera, será o próximo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Ainda pode haver mais saídas até sábado. Os ministros restantes são:
  • Alexandre Padilha (PT) na Saúde;
  • Alexandre Silveira (PSD) em Minas e Energia;
  • Esther Dweck (PT) na Gestão e Inovação;
  • Frederico Siqueira (União) nas Comunicações
  • Gustavo Feliciano no Turismo,
  • Guilherme Boulos (PSOL) na Secretaria-Geral da Presidência;
  • José Múcio na Defesa;
  • Luiz Marinho (PT) no Trabalho;
  • Márcia Lopes (PT) nas Mulheres;
  • Marcos Amaro no Gabinete de Segurança Institucional;
  • Margareth Menezes na Cultura
  • Mauro Vieira nas Relações Exteriores;
  • Wellington Dias (PT) no Desenvolvimento Social;
  • Wellington Lima na Justiça e Segurança Pública;
  • Vinicius de Carvalho na Controladoria-Geral da União.
Quase metade dos ministros deixa governo para disputar eleições em 2026