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Ministro da Previdência atende Lula, adia projeto eleitoral e fica no cargo

Wolney Queiroz tinha aspirações de tentar voltar à Câmara, mas ficará no comando da pasta até o fim do governo

WESLEY BIÃO

02/04/2026 • 14:22 • Atualizado em 02/04/2026 • 14:22

Wolney Queiroz, ministro da Previdência

Wolney Queiroz, ministro da Previdência

Valter Campanato/Agência Brasil

O Ministério da Previdência informou nesta quinta-feira (2) que o chefe da pasta, Wolney Queiroz, vai adiar seu projeto eleitoral e permanecerá no cargo até o fim do governo a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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“O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, comunica que adia o projeto de disputa eleitoral e permanece à frente do Ministério da Previdência Social. A decisão atende a um pedido direto do Presidente Lula para que o ministro priorize a continuidade da missão de cuidar dos nossos aposentados”, diz a nota.

Queiroz era secretário-executivo da pasta quando assumiu o comando em definitvo, em maio de 2025, no lugar de Carlos Lupi, que pediu demissão em meio à crise gerada por investigações da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU) sobre os descontos irregulares em benefícios pagos pelo INSS.

Durante a sua gestão, o seu número 2, Adroaldo Portal, foi preso pela PF na operação que investigava tais descontos. Queiroz o exonerou e colocou o procurador federal Felipe Cavalcante em seu lugar.

O ministro é filiado ao PDT – mesmo partido de Lupi – e já passou pela Câmara dos Deputados representando o estado de Pernambuco. Por lá, foi vice-líder partido em diferentes períodos entre 1995 e 2013, liderou a bancada entre 2020 e 2022 e chefiou o bloco de oposição ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O chefe da Previdência tem um histórico de pautas caras ao PT. Votou contra o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em 2016, foi contrário à Reforma Trabalhista e à PEC do Teto de Gastos do governo Michel Temer (MDB), além de ter votado contra a Reforma da Previdência, em 2019.