
Decreto de Trump que endureceria voto por correio é barrado pela Justiça
Jonathan Ernst/Reuters
O presidente Donald Trump sofreu uma derrota neste sábado (25) após sua administração ter sido barrada pelo 1º Tribunal de Apelações, em Boston, de implementar um decreto que torna a votação por correio mais rígida nos Estados Unidos. Trump tinha o plano de endurecer as regras desta modalidade de voto em 23 estados.
O intuito do presidente norte-americano era o de alterar a forma de votar antes de novembro, quando começam as chamadas midterms, em que os eleitores devem escolher novos parlamentares para a Câmara e para um terço do Senado.
Decreto de Trump é considerado institucional
O sistema de votação por correio é contestado por Trump há anos. Sem mostrar provas, ele argumenta que esta modalidade está vulnerável a fraudes generalizadas. Trump assinou o decreto em março de 2026 e usaria dados federais para verificar se os cidadãos que aderem ao sistema via correio estariam aptos a votar.
O decreto também previa a criação de uma Lista de Cidadãos pelo Governo Federal. Apenas os civis inscritos nesta lista poderiam receber as cédulas, e os envelopes usados para computar o voto teriam códigos de barras únicos para rastrear os votos. A decisão já havia sido contestada em primeira instância, que declarou trechos-chave da medida como inconstitucionais.
A Constituição norte-americana já prevê que cada estado decida a regra eleitoral dentro de seu território. Quando a medida foi assinada, o próprio presidente afirmou que imaginava que o decreto poderia ser barrado.
Trump tentou acabar com voto por correio antes
Em 2025, Trump já havia tentado acabar com o voto via correio quando assinou outro decreto sobre o tema. Na época, estados democratas protocolaram ações judiciais pedindo a anulação da matéria, o que foi acatado pelo Judiciário. A alegação dos democratas na época era de que restringir os votos por correio poderia tornar o acesso à votação mais difícil para populações historicamente vulneráveis.
Em agosto daquele ano, Trump fez uma postagem em sua rede social, a Truth Social, dizendo que faria uma Ordem Executiva para garantir que cada voto fosse vinculado à identificação do eleitor. O presidente afirmou que apenas liberaria a modalidade para "aqueles que estão muito doentes e para os militares distantes".
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