
Flávio Bolsonaro fez afirmações falsas sobre as urnas eletrônicas diante de diplomatas
Raul Spinassé/Divulgação/Flávio Bolsonaro
Fontes do Ministério das Relações Exteriores confirmaram que a proximidade das datas entre o pedido de concessão de visto feito para dois funcionários do Departamento de Estado dos EUA com a reunião em que Flavio Bolsonaro critica as urnas eletrônicas frente a uma plateia de diplomatas foi um fator preponderante para que as autorizações para que eles entrassem no país fossem negadas.
O senador não é citado nominalmente, mas a reportagem apurou que recentes "reuniões de lideranças políticas com representantes de outros países" pesou para que o MRE tomasse essa decisão junto ao consulado brasileiro nos Estados Unidos.
Os vistos foram negados na noite desta sexta-feira (24), antes mesmo da publicação de uma reportagem do jornal "The Washington Post", que revelou que o secretario assistente, Riley Barnes, e o subsecretário assistente do Departamento de Estado, Samuel Samson, seriam enviados ao Brasil para estabelecer uma estratégia de questionamentos à integridade do sistema eleitoral brasileiro.
O Itamaraty tomou conhecimento da viagem no último dia 20 de julho; as falas de Flavio Bolsonaro sobre as urnas foram feitas no dia seguinte; e o pedido de visto feito pelo Departamento de Estado americano dava conta de que ambos viriam "tratar de questões relacionadas a liberdade de expressão voltadas às eleiçoes".
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