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Itamaraty nega vistos a emissários americanos que iriam contestar urnas

Reportagem do "The Washington Post" destacou que funcionários do governo Trump viriam ao país para questionar o sistema de votação nacional

Da redação
DA REDAÇÃO

25/07/2026 • 11:58 • Atualizado em 25/07/2026 • 14:42

Itamaraty negou visto de funcionários americanos que pretendiam contestar urnas

Itamaraty negou visto de funcionários americanos que pretendiam contestar urnas

Antonio Augusto/Ascom/TSE

O Itamaraty negou os vistos de Riley M. Barnes, secretário-assistente, e Samuel Samson, subsecretário-assistente do Departamento de Estado dos Estados Unidos. Ambos eram citados por uma reportagem do “The Washington Post” que relata que o governo Trump prentendia enviá-los ao Brasil para colocar em dúvida as urnas eletrônicas.

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Os vistos foram negados oficialmente nesta sexta-feira (24). Fontes do Itamaraty destacaram que o governo tomou conhecimento no dia 20 de julho do interesse do Departamento de Estado de vir ao Brasil para tratar "questões relacionadas a liberdade de expressão voltadas às eleiçoes.

Segundo o “Washington Post”, a viagem fazia parte de uma estratégia para questionar a integridade e segurança do sistema de votação nacional.

Na própria matéria do jornal é citado que diplomatas brasileiras receberam a iniciativa com consternação.

O movimento ocorreu pouco após o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro usar informações falsas em um encontro com embaixadores para levantar dúvidas sobre a integridade das urnas.

O cenário se assemelha ainda ao das eleições de 2022, quando o então presidente, Jair Bolsonaro, fez uma série de acusações falsas sobre possíveis fraudes nas votações.

Ele chegou a fazer uma reunião com embaixadores para dizer que as urnas poderiam ser fraudadas. Este evento, mais tarde, resultou em uma condenação por abuso de poder econômico e o levou a ficar inelegível.