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PT aciona TSE e acusa Flávio Bolsonaro de causar desinformação sobre urnas

Coalizão pede remoção de conteúdo e pagamento de multa pelo pré-candidato e mais três

Da redação
DA REDAÇÃO

22/07/2026 • 19:24 • Atualizado em 22/07/2026 • 20:00

Os partidos PT, PV e PCdoB protocolaram nesta quarta-feira (22) uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra Flávio Bolsonaro (PL). A coalizão acusa o pré-candidato à Presidência de divulgar fatos falsos sobre o sistema eletrônico de votação. A ação também mira o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e os deputados Gustavo Gayer e Julia Zanatta.

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O processo baseia-se em um discurso feito por Flávio para representantes diplomáticos de 42 países na última terça-feira (21). No evento, o ex-senador associou as urnas brasileiras à empresa venezuelana Smartmatic. Ele citou um relatório da CIA sobre a Venezuela para sugerir vulnerabilidades no pleito de outubro.

A representação encaminhada ao TSE aponta um movimento coordenado de desinformação entre os dias 17 e 21 de julho. O grupo teria usado o documento da inteligência americana, focado no contexto venezuelano, para insuflar descrédito contra a urna eletrônica. A petição pede a remoção imediata dos conteúdos e uma multa individual de R$ 30 mil.

O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinou a reeditação de uma nota informativa de 2022 em resposta ao caso. O texto oficial esclarece que a Smartmatic não fornece equipamentos ao Brasil e que o sistema é gerido inteiramente pela Justiça Eleitoral.

Como Jair Bolsonaro?

A representação do PT traça um paralelo com a reunião que tornou Jair Bolsonaro inelegível em 2023. Na ocasião, o ex-presidente também atacou as urnas diante de embaixadores no Palácio da Alvorada. A acusação sustenta que o grupo político repete a mesma estratégia de deslegitimação democrática.

Em nota, Flávio Bolsonaro negou ataques ao sistema e afirmou ter "integral confiança" nas urnas eletrônicas. Segundo sua equipe, o senador apenas relatou fatos públicos para incentivar a vinda de observadores internacionais. A defesa alega que Flávio declarou expressamente, no evento, que não estava questionando o processo eleitoral brasileiro.