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Lula acionou a reciprocidade para mostrar que Brasil 'não é pouca coisa'

Presidente deu entrevista nesta sexta-feira e disse que quer encontro pessoalmente com Trump

Da redação
DA REDAÇÃO

14/08/2026 • 17:53 • Atualizado em 15/08/2026 • 01:14

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta sexta-feira (14) ter acionado a Lei da Reciprocidade para reafirmar a posição do Brasil no cenário internacional, deixando claro que o país "não é pouca coisa". O objetivo, segundo ele, é mostrar que o Brasil se respeita e que o tratamento de outras nações será devolvido na mesma medida.

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Entramos com a Lei da Reciprocidade para mostrar que não somos pouca coisa. Nós nos respeitamos. O que eles querem, a gente quer também. Eu aprendi uma coisa de berço, que norteia a minha vida: Respeito é bom. Eu gosto de dar e gosto de receber. Eu respeito todo mundo. Eu não trato ninguém com desdém. Não sou melhor do que ninguém, mas também não sou pior do que ninguém. Eu só quero ser igual. --Lula

O presidente afirmou que está respondendo a uma medida criada a partir de "inverdades" citando como infundadas as afirmações dos EUA sobre desmatamento e legislação laboral, rebatendo que o Brasil registrou recentemente o menor desmatamento da sua história. Apesar de o Brasil não ter o poderio bélico ou nuclear de outras potências, Lula disse que o país tem a "verdade e a consciência do povo".

Apesar de descrever sua relação com Trump como respeitosa e "olho no olho", Lula afirmou que qure um encontro pessoalmente com o presidente dos EUA para dizer: “não se meta nos negócios do Brasil e sobretudo na questão da eleição”. Ele abordou ainda a recusa de vistos a enviados do governo norte-americano e a decisão de aguardar para aceitar a nomeação do novo embaixador dos EUA no Brasil.

Se o embaixador dos Estados Unidos é importante no Brasil por que que eles ficaram um ano e seis meses sem mandar embaixador para cá e quer mandar faltando 45 dias para as eleições? --Lula

A estratégia de reciprocidade está intrinsecamente ligada à defesa do que Lula chama de "top" da agenda: a soberania e a defesa nacional. O presidente reiterou a necessidade de proteger as fronteiras e os recursos naturais do país, como os 12% da água doce do mundo, minerais críticos e a maior reserva florestal do planeta.

Ele defendeu que o Brasil não deve apenas extrair riquezas, mas transformá-las internamente para agregar valor à sua economia. Lula concluiu reforçando que o país deseja manter boas relações com todas as nações, desde que haja com respeito mútuo e seriedade.